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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE DOS IMPACTOS DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NA SAÚDE MENTAL DA MULHER
Relatoria:
Andréia Bezerra de Amorim
Autores:
  • Artur Maia Alves da Silva
  • Daniellma Silva Ferreira
  • Rafaela Carla de Amaral
  • Gislayne Maria da Silva
  • Laís Alves da Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Diante do aumento de relato de mulheres que sofreram violência obstétrica no decorrer do parto, se faz necessário abordar as consequências psicológicas profundas desencadeadas na saúde mental, devido a práticas desrespeitosas no contexto do parto e intervenções desnecessárias. Após a realização de diversas pesquisas, constatou-se que os dados apontam para a necessidade de leis efetivas que identifiquem, definam e criminalizem esta prática que, viola os direitos fundamentais das mulheres. Destaca-se a gravidade desse fenômeno, evidenciando que suas ramificações vão além do aspecto físico, pode afetar profundamente o bem-estar emocional transformando a experiencias fisiológicas do parto um trauma vivenciado. Objetivo: Analisar os impactos da violência obstétrica na saúde mental da mulher. Método:Trata-se de uma revisão da literatura, o qual os estudos foram coletados nas bases de dados da LILACS, MEDLINE, BDENF, utilizando o DeCS/MeSH para seleção dos descritores: Violência Obstétrica, Saúde da Mulher, Políticas Públicas. Sendo selecionados como amostra final 03 artigos para discussão. Resultados e Discussão: Violência obstétrica refere-se a um conjunto de violências sofridas durante a gestação, o parto, período de puerpério ou processo de abortagem, que pode ser de caráter físico, verbal ou psicológico. Com capacidade de repercutir emocionalmente, impactando na vida sexual, no exercício da maternidade, nas primeiras interações mãe-bebê e interações sociais, tendo sequência de vários outros eventos negativos, como ansiedade, depressão, baixa autoestima, reforçando a necessidade das práticas obstétricas humanizadas, sensibilizando profissionais de saúde, gestores de todas as esferas e a sociedade em geral para a importância de um cuidado respeitoso e livre de violência. Considerações finais: Diante do exposto, verifica-se a importância do fortalecimento da atenção primária para que preste uma assistência de qualidade a gestante, levando em consideração desde as consultas pré-natais até o pós-parto, questões como o acesso à saúde, qualidade da assistência e a participação da mulher no processo de cuidado. Apresentar a ela informações sobre todo o processo gravídico-puerperal, inclusive sinais de violência obstétrica. Além disso, o enfermeiro deve estar preparado para reconhecer sinais de alterações psíquicas, para que possa solicitar apoio da equipe multiprofissional.