
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
LETRAMENTO EM SAÚDE COMO FERRAMENTA DO ENFERMEIRO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM PROMOÇÃO À SAÚDE
Relatoria:
Débora Ferreira de Souza Nunes
Autores:
- Joyce Regina Romão Silva
- Esther Beatriz Romão Pedro dos Santos
- Ana Beatriz Souza Correia
- Flaviane Albuquerque
- Juliana Ferreira Rozal
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A atuação do enfermeiro da atenção primária em saúde é marcada por inúmeros desafios e situações que comprometem o desenvolvimento de hábitos adequados à proposta de promoção da saúde individual e coletiva. Entende-se Letramento em Saúde (LS) como a capacidade do indivíduo de acessar, analisar e compreender informações e serviços de saúde, a fim de tomar decisões sobre cuidado, prevenção e promoção da saúde. Desse modo, é indiscutível a necessidade de intervenções que objetivem a melhora do LS para um bom gerenciamento da saúde. Objetivo: Analisar literatura disponível acerca das relações entre o uso do letramento em saúde como ferramenta de Promoção à Saúde e o papel do enfermeiro na Atenção Primária, a fim de identificar a relevância da Educação em Saúde promovida pela equipe de Enfermagem. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa com as bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Scientific Electronic Library Online, filtradas as publicações dos últimos cinco anos e excluídas as não gratuitas e que não contemplavam os objetivos do estudo. Compuseram a amostra sete artigos. Resultados: O LS apresenta uma área estratégica da Saúde Pública e tem na atuação educativa em saúde dos profissionais da atenção primária, a ferramenta essencial para a promoção à saúde da população. Essa ferramenta possui eficácia importante na assistência de enfermagem, sendo incorporada à NANDA, em 2016, como o diagnóstico de enfermagem “Disposição para letramento em saúde melhorado”, no domínio “Promoção da Saúde”. O acesso à informação em saúde é fundamental para o estabelecimento de hábitos e condutas autônomas e conscientes no processo saúde-doença, sendo possível identificar a relação entre desfechos desfavoráveis à saúde e o nível inadequado de LS. A maioria da população socioeconomicamente vulnerável, a exemplo disso, populações idosas com doenças crônicas não transmissíveis e mulheres privadas de liberdade, apresentam resistência na adesão ao tratamento e à aquisição de prática de sexo seguro. Conclusão: As investigações acerca do LS no Brasil são recentes e, até o momento, não foi desenvolvido nenhum instrumento validado à realidade brasileira. Surge, portanto, a necessidade de criar instrumentos específicos para avaliar o LS adequado aos diversos contextos culturais do país, a fim de ampliar o conhecimento e subsidiar intervenções na prática de enfermagem.