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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
OS IMPACTOS DA VIOLÊNCIA EMOCIONAL E O ABANDONO AFETIVO NA INFÂNCIA.
Relatoria:
MATHEUS VINÍCIUS ALBUQUERQUE DE ALMEIDA MENEZES
Autores:
  • Lucineide Bezerra de Albuquerque
  • Maicon Tiago Santos rego
  • Maria Vitória Gomes de Almeida
  • Gabriel Gonçalves Galvão Vieira
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A relação pais-filhos, frequente nos dias atuais, não esteve presente em todas as épocas e não se verifica em todas as sociedades. Até o século XVIII, a maternidade não era valorizada socialmente e a criança não tinha status de ator social, considerada um ser imperfeito que necessitava sair deste estado infantil para merecer respeito. Hoje, sabe-se que o abandono afetivo causa impactos significativos em indivíduos, acarretando em percepções, emoções e comportamentos disfuncionais, comprometendo o desenvolvimento do indivíduo. Consequências psicológicas como o estigma de rejeição e psicopatologias como depressão e transtornos de ansiedade são evidentes. Portanto, o abandono afetivo pressupõe a ausência de vínculos afetivos parentais.OBJETIVO: Pesquisar e analisar as informações entendendo as consequências sobre violência emocional, inserido na temática do abandono afetivo na infância e seus impactos nos estágios iniciais e na vida adulta. MÉTODO: Trata-se de uma revisão de literatura efetuada mediante os Descritores em Saúde: "Abandono Infantil", "Negligência com a Criança" e "Violência Infantil" realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, LILACS, PUBMED e MEDLINE. Foram aplicados critérios de inclusão e exclusão, resultando em uma amostra final de 15 artigos científicos, publicados entre 2019 e 2024, em três idiomas: português, inglês e espanhol. RESULTADOS: A maioria dos artigos foi publicada em português, Brasil (55%). A maior concentração de artigos ocorreu nos anos de 2023 e 2024, com 42% e 58% respectivamente. Do total de artigos encontrados, 70,6% corroboram a hipótese de responsabilização civil em função do abandono afetivo, concordando com o Artigo 186 do Código Civil. Os outros 29,4% ficaram entre os que criticam a indenização. No estudo, pode-se perceber também que a ausência de laços emocionais adequados na família resulta em distúrbios emocionais e comportamentais que persistem na idade adulta. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Assim, destaca-se a importância da relação emocional parental, evidenciando os impactos do abandono afetivo na infância, que podem persistir na vida adulta. A pesquisa ressalta a necessidade de intervenções precoces para mitigar efeitos negativos, enfatizando a importância de profissionais para oferecer apoio terapêutico e preventivo para os pais e para os filhos, com o objetivo de fornecer um ambiente familiar saudável a fim de promover uma infância livre de transtornos.