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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O PAPEL DO ENFERMEIRO NA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS APÓS MORTE ENCEFÁLICA (ME)
Relatoria:
Hian Carlos Gutzeit Brasil
Autores:
  • Eliane Fernandes
  • Stefani Pacheco Skodowski
  • Luana Tonet Porto
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: Em casos de morte encefálica (ME), surge a possibilidade da doação de órgãos, um processo complexo que envolve uma equipe multidisciplinar na qual o enfermeiro desempenha um papel crucial. Nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), a identificação precoce de potenciais doadores é salutar, dado o ambiente de vigilância contínua e monitoramento intensivo, facilitando a identificação de ME e a manutenção adequada das condições hemodinâmicas dos doadores. A Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), da qual o enfermeiro é membro integral, coordena e supervisiona todas as etapas da doação de órgãos dentro do hospital, garantindo que os protocolos sejam seguidos e a comunicação eficiente entre as equipes. Objetivos: Este relato visa descrever a evidência do enfermeiro durante o processo de doação de órgãos em uma Unidade Hospitalar de Terapia Intensiva. Métodos: Relato de experiência de um profissional de enfermagem da CIHDOTT de um hospital referência em Neurologia no Sudoeste Paranaense. Resultados: O enfermeiro é responsável por várias funções que garantem a eficácia e a segurança do processo de doação, que acontece somente após a confirmação da ME. Etapas nas quais o enfermeiro insere-se garantem a efetividade da abertura do protocolo, como: identificação do potencial doador, abertura e acompanhamento do protocolo de ME, acolhimento familiar acerca da suspeita de ME, organização de documentos, logística de sorologias, manutenção da viabilidade dos órgãos, condução da entrevista familiar e coordenação de sala cirúrgica. A importância do profissional é destacada em cada etapa, desde a identificação do doador até a manutenção hemodinâmica e a comunicação com as famílias. Conclusão: Constata-se que o enfermeiro desempenha um papel crucial na doação de órgãos, atuando desde a identificação e abordagem inicial da família até o suporte emocional pós-doação. A atuação ética, técnica e humanizada em conduzir o protocolo de ME impacta positivamente nas taxas de doação de órgãos e promove conforto aos familiares em meio ao luto. Esta atuação não apenas facilita o processo de doação, mas também promove o respeito aos desejos do doador, conforto aos familiares, e contribui para que se salve mais vidas.