
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
BARREIRAS DE ACESSO À SAÚDE DA POPULAÇÃO TRANSEXUAL NO BRASIL
Relatoria:
Maria Luisa Lourenço Barbosa
Autores:
- Rosa Caroline Mata Verçosa de Freitas
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O acesso da comunidade LGBTQIA+ à saúde é marcado por obstáculos, como atendimento discriminatório por parte dos profissionais nas unidades, condutas inadequadas, constrangimentos, conotações preconceituosas ou mesmo ofensas verbais proferidas pelos profissionais, sendo que, para travestis e transexuais, é ainda pior o efetivo acesso à saúde pública e a serviços sociais em razão dos preconceitos enraizados nos espaços de saúde. OBJETIVO: Identificar os obstáculos para o acesso à saúde dessa população e analisar a literatura brasileira sobre essas barreiras. MÉTODO: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com a pergunta norteadora “Quais barreiras impactam o acesso à saúde da população transgênero no Brasil?”. A amostragem foi feita utilizando descritores e operadores booleanos: (("Pessoas Transgênero" OR "Homem Transexual" OR "Mulher Transexual" OR "Minorias Sexuais e de Gênero") AND ("Barreiras ao Acesso aos Cuidados de Saúde" OR "Serviços de Saúde para Pessoas Transgênero")). Foram utilizadas as bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), LILACS e MEDLINE. Critérios de inclusão: artigos disponíveis na íntegra, em português e dentro da delimitação temporal pré-estabelecida. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Dez publicações atenderam aos critérios de elegibilidade e foram selecionadas. Estudos revelaram que o uso inadequado do nome social e a falta de sensibilização dos profissionais de saúde são problemas recorrentes, causando constrangimento e abandono do tratamento. Evidencia-se a carência de um atendimento acolhedor e profissional no SUS, levando a população trans a correr riscos desnecessários, como automedicação e práticas arriscadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Este estudo destaca a importância de capacitar os profissionais de saúde, desenvolver ambulatórios especializados e implementar uma abordagem integral que inclua saúde mental, hormonal e cirúrgica. Políticas públicas inclusivas e eficazes são essenciais para garantir o direito à saúde dessa população.