
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM RISCO DE PRESSÃO ARTERIAL INSTÁVEL EM PACIENTES CRÍTICOS COM COVID - 19
Relatoria:
Carollina Raiza Moura de Matos
Autores:
- Cecília Maria Farias de Queiroz Frazão
- Maria Gabryelle Jatobá Pereira de Brito
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Pacientes críticos com COVID-19 podem apresentar alterações na pressão arterial. Tal manifestação deve ser monitorada pelo enfermeiro por meio da análise das particularidades do paciente e a presença do diagnóstico de enfermagem “Risco de pressão arterial instável” para o direcionamento de intervenções individualizadas e embasadas cientificamente. Objetivo: Analisar a associação entre o diagnóstico de Enfermagem Risco de Pressão Arterial Instável e as variáveis clínicas em pacientes com COVID-19. Método: Estudo caracterizado por um recorte de uma pesquisa (n° do parecer do comitê de ética: 4.199.128), descritiva, retrospectiva e quantitativa, realizada em um hospital de referência de Pernambuco, na unidade de terapia intensiva nos meses de junho a setembro de 2020. A amostra foi composta por 60 prontuários de pacientes acima de 18 anos, internados na unidade de terapia intensiva, hospitalizados entre abril e julho de 2020 por covid-19. Os dados foram coletados por meio do de um formulário estruturado e analisados através dos testes de Qui quadrado de Pearson e Exato de Fisher, adotando um p valor de menor/igual a 0,05. Resultados/Discussão: Foram analisados 60 prontuários, destes observou o predomínio do sexo masculino (73,3%), com idades entre 37 e 59 anos, e mediana de 63 anos, maior parte habitantes da zona metropolitana de Recife (55%). Os indicadores clínicos que se associaram com o diagnóstico risco de pressão arterial instável foram: Comorbidade (83,3% e p= 0,001²), e especificamente: hipertensão arterial (60% e p=0,003¹) e diabetes mellitus (38,3% e p <0,001¹). Pacientes com comorbidades pré-existentes como diabetes e pressão arterial foram associados com um quadro crítico quando acometidos por covid-19, com mal prognóstico e piores desfechos. Considerações finais: Analisar as particularidades do paciente com um fenômeno de enfermagem, como risco de pressão arterial instável, permite que os enfermeiros atuem com uma prática baseada em evidências e desperta o raciocínio crítico e clínico perante o cuidado.