LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
MORTALIDADE POR CÂNCER DE MAMA NO PARANÁ: UMA ANÁLISE TEMPORAL
Relatoria:
Renata Rosanelle de Freitas
Autores:
  • Sandy Gabrielle Pelegrini dos Santos
  • Alessandro Rolim Scholze
  • Emiliana Cristina Melo
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) têm causas multifatoriais, incluindo o câncer de mama que é o tipo mais comum entre as mulheres, liderando as taxas de mortalidade no Brasil e no mundo. A incidência do câncer de mama é crescente em países em desenvolvimento, como o Brasil. No Paraná, a incidência é de 41,06 casos por 100 mil mulheres e uma taxa de mortalidade de 12,31 por 100 mil mulheres. Desde 2005, políticas públicas visam reduzir a incidência e mortalidade do câncer de mama, mas barreiras sociodemográficas dificultam a prevenção e o acesso ao tratamento. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi descrever as características sociodemográficas e a tendência temporal da mortalidade por câncer de mama no estado do Paraná. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, de série temporal, em que foram analisados os óbitos registrados no Sistema de Informação sobre Mortalidade. Devido às subnotificações de óbitos, utilizaram-se fatores de correção das taxas de mortalidade por câncer de mama segundo macrorregiões de saúde. Para a análise de tendência temporal, adotou-se o método de autorregressão Prais-Winsten. Resultados: Entre 2012 e 2021, foram registrados 8.819 óbitos por câncer de mama em mulheres no Paraná, principalmente com 50 a 69 anos, brancas, sem companheiro e com 0 a 7 anos de escolaridade. As macrorregiões Leste, Oeste e Noroeste, mostraram tendência crescente nas taxas de mortalidade, enquanto a macrorregião Norte permaneceu em tendência estacionária. Conclusão: Observa-se predomínio de óbitos em mulheres historicamente mais vulneráveis e uma tendência crescente de mortalidade no Paraná entre 2012 e 2021. Esses achados destacam a necessidade de intensificar investimentos e ações de prevenção, abrangendo a faixa etária de rastreamento, sem excluir, no entanto, outras faixas etárias.