
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DIREITOS DAS PESSOAS COM DOENÇA RENAL CRÔNICA: DIÁLOGOS EM GRUPO SOB PERSPECTIVA FREIREANA
Relatoria:
MONIQUE DE FREITAS GONÇALVES LIMA
Autores:
- Kheyla Santos Nascimento
- Eliane Maria Ribeiro de Vasconcelos
- Francisca Márcia Pereira Linhares
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição grave que afeta profundamente a vida dos pacientes. No Brasil, a assistência é direcionada aos estágios avançados da doença, que muitas vezes requerem terapia renal substitutiva. É essencial que pacientes e familiares conheçam seus direitos. Segundo Paulo Freire, "não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão". Portanto o acesso à informação sobre a DRC é essencial para que os pacientes possam desempenhar um papel ativo em seu tratamento e na defesa de seus direitos. Objetivo: Relatar a experiência de diálogos realizados em rodas de conversa sobre os direitos das pessoas com DRC, adotando uma perspectiva freireana. Método: Estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado com um grupo de mulheres idosas que estão em tratamento conservador para DRC atendidas em um Hospital Universitário na cidade do Recife/PE. uma assistente social e a pesquisadora. A roda de conversa foi realizada em cinco etapas a saber: 1) Preparação e Planejamento; 2) Início da Roda de Conversa; 3) Desenvolvimento do Diálogo; 4) Reflexão Crítica: 5) Ação e Avaliação. A falas durante a atividade foi gravada, transcrita e analisada com auxílio do IRAMUTEQ. Resultados: A roda de conversa envolveu dinâmicas de quebra-gelo, estabelecimento de regras de respeito e escuta ativa, o tema foi apresentado de maneira que promoveu reflexão e questionamentos. Houve troca de ideias e experiências entre os participantes, mediada por um facilitador que promoveu a participação igualitária. A avaliação da roda de conversa surgiu duas categorias principais: empoderamento e disseminação do conhecimento sobre os direitos, e tranquilidade e aperfeiçoamento proporcionados pelo conhecimento dos direitos. Houve momento de reflexão sobre o processo e os resultados da roda, buscando melhorias para futuras conversas. Considerações finais: A metodologia de roda de conversa permitiu que as participantes compartilhassem saberes e experiências, expressando opiniões e buscando soluções para problemas comuns, valorizando a participação ativa e crítica, identificando questões de saúde, promovendo a prevenção de complicações e praticar o diálogo e a autonomia no cuidado. o estudo evidenciou a relevância da educação dialógica na promoção do empoderamento de pacientes e familiares, demonstrando que o diálogo e a educação são ferramentas essenciais para a autonomia e o bem-estar dos pacientes com DRC.