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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A ENFERMAGEM E O MONITORAMENTO DOS EFEITOS ADVERSOS DA MORFINA E OXICODONA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS
Relatoria:
Karine Borges dos Santos
Autores:
  • Larissa Evelyn Madeira Araujo
  • Bianca Samanta Cardoso Santos Sousa
  • Lise Kiara de Moura Gonçalves
  • Denise Barbosa Santos
  • Miriane da Silva Mota
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A equipe de enfermagem compõe parte primordial no tratamento e acompanhamento de pacientes oncológicos , deve proporcionar os cuidados essenciais no controle da dor e monitorização das respostas. O monitoramento dos efeitos adversos é fator indispensável para o conforto e adesão ao tratamento, sendo as drogas mais utilizadas a morfina e oxicodona. Objetivo: analisar, a partir da literatura científica, a relação da enfermagem no monitoramento dos efeitos adversos da morfina e oxicodona em pacientes oncológicos. Método: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada em junho de 2024, a partir da seguinte questão de pesquisa: “Qual a relação da enfermagem no monitoramento do efeito adverso de opióides em oncologia?”. A busca da literatura se deu nas bases de dados: SCIELO; PUBMED e BVS. Foram utilizados os descritores controlados “Dor do câncer”, “Enfermagem oncológica” e “Efeitos adversos de longa duração”. Foram incluídos estudos que tratavam da temática abordada, disponibilizados na íntegra e gratuitamente, nos idiomas português e inglês. Os seguintes dados foram coletados: ano de publicação (2019 a 2023 ), base de dados, nível de evidência e resposta à questão de pesquisa, totalizando seis estudos. Resultados: A dor em pacientes oncológicos é um sintoma persistente e limitante, caracterizada por ser de grau moderado à grave, pela dificuldade de mensurar a dor, este sintoma pode ser subdiagnosticado, levando a queda da qualidade de vida do paciente e da assistência a ser prestada pelo enfermeiro, principalmente na escolha e administração de drogas para controle da dor. Os opioides vêm sendo usados para o controle da dor em pacientes com câncer, primordialmente a morfina e oxicodona, porém esse uso em muitos casos passa a ser indiscriminado, não considerando os efeitos adversos causados nos pacientes, como o comprometimento cognitivo, delirium e insuficiência renal. Assim, o monitoramento pela equipe de enfermagem deve ser realizado traçando estratégias, como a estratificação de risco regular ao longo do serviço, o mini exame do estado mental e a Escala Memorial Delirium. Conclusão: A assistência à dor oncológica é indispensável para a qualidade de vida, deve dispor de monitoramento eficaz sobre os efeitos colaterais dos fármacos. Assim, algumas medidas devem ser implementadas, especialmente pelas(os) enfermeiras(os), visando esclarecer sobre as escalas e testes existentes para o acompanhamento de efeitos adversos.