
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
COLONIZAÇÃO POR STREPTOCOCCUS NA GESTAÇÃO VS INFECÇÃO NEONATAL: desafios para a enfermagem
Relatoria:
Lavínia de Lima Ataíde Silva
Autores:
- Eline Ataíde Dorta
- Vívian Marcella dos Santos Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Streptococcus agalactiae ou Streptococcus do Grupo B (EGB) é uma bactéria gram-positiva de potencial invasivo, encontrada comumente na microbiota do trato gastrointestinal e geniturinário de mulheres. A transmissão da bactéria para o neonato ocorre durante o momento do parto, acarretando algumas complicações para o bebê, como: meningite, sepse e pneumonia. A sepse neonatal é caracterizada por manifestações clínicas e sinais sistêmicos de infecção. Esse tipo de infecção pode apresentar-se de forma precoce ou tardia, sendo a forma precoce a mais frequente durante os primeiros 7 dias de vida. A clínica dos recém-nascidos tende a ser inespecífica, contudo, existem algumas apresentações clínicas mais evidentes, tais como: disfunção respiratória, letargia, febre, hipertermia e vômitos. OBJETIVOS: Evidenciar, através da literatura, a problemática causada pela infecção por Streptococcus agalactiae em neonatos. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo do tipo revisão integrativa de literatura, onde foram utilizados os descritores: (NURSING) AND (NEWBORN) AND (INFECTION) nas bases em ciências da saúde da BIREME, PubMed e BVS. RESULTADOS: Ainda é um grande desafio para enfermagem a elevada incidência de casos de infecção por essa bactéria. As infecções sem diagnóstico não são raras, e a fatalidade pelo acometimento desse patógeno pode chegar a aproximadamente 62% em nascidos de parto normal ou cirúrgico, e aos que sobreviverem, podem ocorrer danos irreversíveis à saúde, alguns estudos apontam que aproximadamente 45% de gestantes acometidas pela colonização dessa bactéria, não recebem o devido cuidado, seja pela falta de diagnóstico ou até mesmo pela profilaxia realizada de forma incorreta, aumentando assim a chance de sepse neonatal. Além disso, o maior índice de óbitos neonatais por EGB se dá através de uma realização incorreta da profilaxia perinatal, demonstrando a necessidade de mais capacitações acerca dos protocolos existentes para o monitoramento da doença. O Ministério da Saúde, preconiza o padrão do protocolo americano para esse tipo de infecção, onde não há recomendação explícita de exames de triagem e antibioticoterapia intraparto. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A assistência da enfermagem frente a infecções, se dá pelos cuidados dos enfermeiros neonatais no acompanhamento e prevenção de doenças na mãe e no bebê. Treinamentos e reciclagem da equipe de enfermagem, considerando os protocolos atuais de prevenção, devem ser priorizados nos serviços de saúde.