
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
EQUILIBRANDO AUTONOMIA E BENEFICÊNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM ENFERMAGEM
Relatoria:
Bruna Vasconcelos Falcão
Autores:
- Sávia Nobre de Araújo Dórea
- Laysa Gomes dos Santos
- Joana Ribeiro dos Santos Cavalcanti
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: Na enfermagem, situações éticas desafiam profissionais a equilibrar o respeito à autonomia do paciente com o princípio da beneficência. Este relato de experiência aborda o caso de uma paciente da religião da Umbanda portadora de diabetes e com dificuldade de cicatrização cuja prática religiosa inclui ficar descalça em áreas de terra, contraindicada devido ao risco de lesões. OBJETIVO: Relatar a experiência de estudantes de enfermagem sobre o equilíbrio da autonomia e da beneficência. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência vivenciado por um grupo de acadêmicos do curso de graduação em Enfermagem em aula prática numa Unidade Básica de Saúde. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Na enfermagem, o desafio ético de equilibrar a autonomia do paciente com a beneficência se manifesta frequentemente em situações onde práticas culturais/religiosas dos pacientes podem entrar em conflito com recomendações clínicas. No caso da paciente da religião da Umbanda, com diabetes avançada e propensão a lesões nos pés, a recomendação para evitar ficar descalça em áreas de terra visava prevenir complicações, como úlceras e infecções. Entretanto, a paciente expressou a importância de ficar descalça durante suas práticas religiosas, uma prática essencial para sua conexão espiritual e cultural. Esse conflito destaca a necessidade de uma abordagem sensível e colaborativa por parte dos profissionais de enfermagem. Os enfermeiros devem reconhecer e respeitar as crenças e práticas dos pacientes, buscando alternativas que não comprometam a segurança ou a eficácia do tratamento, o que envolve o desenvolvimento de planos de cuidados individualizados que levem em consideração as demandas específicas do paciente, ao mesmo tempo que educam sobre os potenciais riscos e alternativas para minimizar danos. No caso vivenciado, após conversa detalhada com a paciente, chegou-se ao mútuo acordo de ser utilizado tatame, para que a paciente pudesse permanecer descalça, mas sem resultar em riscos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A prática de enfermagem exige uma compreensão profunda das dimensões que influenciam o cuidado do paciente, incluindo aspectos culturais, religiosos e éticos. Logo, enfermeiros são agentes essenciais na promoção da saúde holística, reconhecendo que cada paciente é único em suas necessidades e crenças, adaptando os cuidados para refletir essa individualidade.