
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DOR ABDOMINAL E PÉLVICA EM MULHERES DE SERGIPE
Relatoria:
Francielle Vieira Silva
Autores:
- Jéssica de Oliveira Lima
- Lohane Andrade Santos
- Maria Luísa Alcântara Tenório
- Laura Beatriz Freire Santana
- Eduesley Santana Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A dor é um sintoma relevante que afeta diversas faixas etárias e é influenciada por aspectos sociais, individuais, ambientais, emocionais e culturais. Epidemiologicamente, 19% das mulheres brasileiras entre 14 e 60 anos apresentam dor pélvica crônica. Suas causas incluem condições ginecológicas anexiais (torção anexial, cistos ovarianos, ATO, DIP) e uterinas (dismenorréia, leiomiomas, mau posicionamento de DIU). A falta de diagnóstico específico afeta 60% das mulheres acometidas, e 39% delas procuram cuidados primários devido à dor. Essas condições comprometem o bem-estar e as atividades diárias das mulheres, destacando a importância do conhecimento epidemiológico para o desenvolvimento de estratégias de saúde pública eficazes. Objetivo: Identificar o perfil epidemiológico da dor abdominal e pélvica em mulheres de Sergipe. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, com abordagem quantitativa, baseado em dados extraídos do Sistema de Internações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponível no site do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), correspondente ao período de 10 anos (03/2014 a 03/2024). Resultados: A partir da análise dos dados, emergiram informações relevantes sobre o perfil epidemiológico da dor abdominal e pélvica em mulheres de Sergipe nos últimos 10 anos. Observou-se que a incidência dos sintomas variou ao longo do período estudado, com picos sazonais e variações demográficas. As mulheres mais afetadas foram entre 20 e 29 anos, seguidamente entre 30 e 39 anos. As principais causas identificadas foram relacionadas a condições ginecológicas anexiais e uterinas, corroborando com a literatura existente. Além disso, foi possível observar que uma parcela significativa das mulheres afetadas busca cuidados primários devido à dor, ressaltando a necessidade de uma abordagem integrada na atenção à saúde da mulher. Conclusão: As principais causas de dor em mulheres giram em torno de condições ginecológicas anexiais e uterinas, com maior incidência na faixa etária entre 20 e 29 anos. Os resultados fornecem subsídios importantes para desenvolvimento de políticas públicas e estratégias de saúde voltadas para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento dessas condições. O objetivo é melhorar a qualidade de vida das mulheres em Sergipe, reduzindo a dificuldade de tratamento ou ausência de diagnóstico, além de incentivar a manutenção de estratégias na atenção primária para garantir melhor assistência a esse público.