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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ENFERMAGEM FORENSE E VIOLÊNCIA SEXUAL: COLETA E PRESERVAÇÃO DOS VESTÍGIOS
Relatoria:
Agatha de França Pergentino
Autores:
  • Maria Alice de Mello Vasconcelos
  • Ully Beatriz Lopes Leite
  • Laiz Gabrielle Velez de Farias
  • Maria Vitória Gomes de Almeida
  • Gleicy Karine Nascimento de Araújo Monteiro
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A enfermagem forense desempenha papel crucial no cuidado integral às vítimas de crimes, apoiando investigações científicas e abordando diversas formas de violência. Um exemplo é a violência sexual, problema de saúde pública de incidência elevada e subnotificação significativa, enraizado socialmente e com altas taxas de crescimento. Durante esse processo, a coleta e preservação dos vestígios são essenciais para o êxito das investigações, exigindo uma abordagem interdisciplinar. Nesse contexto, a enfermagem forense fornece um corpo de conhecimento clínico essencial para proteger a vítima, mitigar as sequelas e contribuir na coleta e na conservação dos vestígios. Objetivo: Analisar junto a literatura científica a atuação dos profissionais de enfermagem forense na coleta e preservação dos vestígios em situações de violência sexual. Método: Esta revisão de literatura foi feita por meio de uma busca avançada na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os descritores em Ciências da Saúde combinados com o operador booleano AND: “(delitos sexuais) AND (violência) AND (enfermagem forense)”. A busca foi executada na biblioteca e após aplicar os filtros de artigos completos publicados nos últimos 10 anos e em português, obteve-se 6 artigos, em que 1 trabalho foi excluído pois estava duplicado, resultando em 5 artigos selecionados que se adequaram ao tema pesquisado. Resultados/discussão: Os artigos enunciaram o papel notável do enfermeiro na preservação dos vestígios realizando diversas funções como o armazenamento, coleta e documentação, obtendo uma relevância na resolução das ocorrências sendo agentes defensores e diligentes nas notificações. Também foi constatado a carência de protocolos e diretrizes que consolidam a enfermagem forense no Brasil, portanto, dificultando a preservação da cadeia de custódia por estes profissionais. Compreendendo que entre as competências que regulamentam a especialidade encontra-se esta atribuição, é imprescindível inserir o enfermeiro forense nesse processo, visto que, é o profissional habilitado para isso. Considerações finais: É fundamental expandir o conhecimento técnico dos enfermeiros no manejo das vítimas de violência sexual. Há urgência em implementar e fortalecer políticas públicas que ampliem a enfermagem forense no Brasil, visando garantir o treinamento e a qualificação profissional a fim de assegurar um atendimento eficiente às vítimas e preveni-las de serem revitimizadas nas unidades de atendimento à saúde.