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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
CAPACIDADE FUNCIONAL DE MULHERES ACOMETIDAS POR ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
Relatoria:
CLEANE ROSA RIBEIRO DA SILVA
Autores:
  • Riane barbosa de lima
  • Sthephanie de Abreu Freitas
  • Gerlania Rodrigues Salviano
  • Ana Luisa Fernandes Vieira Melo
  • Katia Neyla de Freitas Macedo Costa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Ao longo dos anos, o Brasil sofreu mudanças epidemiológicas, caracterizadas por redução do número de doenças transmissíveis e aumento das doenças crônicas, dentre as quais, destacam-se os distúrbios cerebrovasculares. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o acidente vascular encefálico (AVE) é uma das principais causas de morbimortalidade de adultos em todo o mundo, chegando a ser a segunda causa de morte no Brasil, estando à frente das doenças oncológicas. Somado a isso, as manifestações clínicas de um AVE configuram maiores índices de incapacidade no mundo, devido às sequelas cognitivas, motoras e psicológicas que esta doença acarreta ao indivíduo acometido. OBJETIVO: Objetivou-se investigar a capacidade funcional de mulheres acometidas por acidente vascular encefálico. METODOLOGIA: Trata-se de estudo transversal, exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa, realizado com 64 mulheres com sequelas de acidente vascular encefálico cadastradas nas Unidades de Saúde da Família do município de João Pessoa-PB, no período de agosto de 2022 a maio de 2023. Os dados foram coletados mediante a utilização de um instrumento semiestruturado para obtenção dos dados sociodemográficos e clínicos. O Índice de Barthel foi utilizado para mensurar a capacidade funcional. Para análise dos dados, utilizou-se a estatística descritiva. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba, sob parecer de número 5.113.241. RESULTADOS: Sobre dados sociodemográficos, observou-se maior público feminino, faixa etária de 60 anos ou mais (79,0%), casadas (69,0%), alfabetizadas (77,5%), renda individual de um a três salários mínimos (83,1%) e fonte de renda decorrente de aposentadoria (66,2%). Em relação às características do acidente vascular encefálico, a maioria referiu ter sofrido o último há mais de um ano (54,9%), do tipo isquêmico (62,0%), com predomínio de sequelas motoras (66,2%) e 60,9% possuem cuidador. Em relação à capacidade funcional, 46,9% são moderadamente dependentes para as atividades diárias. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Assim, este estudo torna-se relevante, visto que norteia a assistência de enfermagem frente às dificuldades enfrentadas por mulheres com AVE, tornando fundamental a avaliação precoce das complicações funcionais advindas da doença, desde a internação até a alta, utilizando educação em saúde, visto que a incapacidade funcional representa grande desafio à família e à sociedade.