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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O PAPEL DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR AO PACIENTE EPILÉTICO
Relatoria:
Alany Raiane Lemos Figueiredo
Autores:
  • Bárbara Barboza de Sousa
  • Elayne Cristina de Oliveira Ribeiro
  • Risolene Maria da Silva
  • Susan Nobre de Souza
  • Luiza Maria de Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução- A epilepsia é um distúrbio neurológico caracterizado por uma descarga anormal dos neurônios cerebrais que provoca desde espasmo musculares até convulsões graves. Essa doença afeta 50 milhões de pessoas mundialmente e ocupa o segundo lugar dos distúrbios neurológicos mais prevalentes. Objetivo- Demostrar, conforme a literatura científica, o papel do enfermeiro na assistência hospitalar ao paciente epilético. Método- O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada na base de dados National Library of Medicine (PubMed), na qual utilizou-se a combinação dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Nursing”, “Hospital Care” e “Epilepsy” conectados pelo operador booleano “AND”. Os critérios de inclusão abrangeram trabalhos publicados entre os anos de 2019 a 2024, completos e disponíveis na íntegra, e foram excluídos artigos que não respondiam ao objetivo deste estudo. Resultados- Inicialmente foram localizados 123 artigos, mas após a triagem pelo critério de exclusão foram selecionados apenas 10 para a amostra desta revisão. Os artigos analisados evidenciaram que os enfermeiros hospitalares são os primeiros a identificarem convulsões epiléticas, por isso necessitam de um amplo conhecimento acerca da epilepsia e de como realizar um manejo eficiente com diversas intervenções adaptadas e seguras às necessidades de cada paciente. Entre as intervenções, destacam-se a gestão da doença, a educação e o apoio psicológico para os pacientes e para os familiares. Nessa gestão é essencial realizar exames, avaliar os riscos, planejar os cuidados, monitorar o tratamento e os possíveis efeitos adversos, além de coordenar o cuidado do paciente para os demais níveis de serviços de saúde. Ademais, é de suma importância apoiar emocionalmente o paciente para minimizar os seus sentimentos negativos, mediante esclarecimentos sobre a sua doença, as medicações, as complicações de não adesão ao tratamento e as mudanças de estilo de vida. Paralelamente a isso, é indispensável educar a família do paciente sobre os cuidados em casos de crises epilépticas e aconselhar sobre a necessidade de apoio emocional ao paciente. Conclusão- Diante do exposto, conclui-se que a assistência hospitalar exercida pelo enfermeiro ao paciente com epilepsia perpassa por uma variedade de intervenções essenciais. Além do cuidado à doença, o enfermeiro também oferece apoio psicológico, ambos contribuem para melhorar o prognóstico do paciente e sua qualidade de vida.