
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E SEU IMPACTO NA CONSTRUÇÃO DA MATERNAGEM: UMA REVISÃO DE ESCOPO
Relatoria:
Ariane Neto Calado
Autores:
- Hyllary Silva Mota
- Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão
- Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz
- Grayce Alencar Albuquerque
- Cinthia Gondim Pereira Calou
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: A maternagem traz em si o significado afetivo do ser mãe, englobando o desenvolvimento do vínculo de afeição com o filho. Sendo assim, o período gestacional apresenta-se como uma preparação para essa nova identidade feminina e a parturição o ápice dessa construção. Contudo, fatores traumáticos como a violência obstétrica, podem ser obstáculos para o desenvolvimento dessa vinculação. Diante desse cenário, torna-se importante entender qual o impacto de atos violentos e quais as suas repercussões na transformação do ser mãe e no vínculo mãe e filho. Objetivo: Mapear na literatura científica a relação entre violência obstétrica e a ocorrência de eventos que prejudiquem o período de maternagem. Método: Trata-se de um estudo de revisão, do tipo Scoping Review, em que adotou-se a metodologia preconizada pelo Joanna Briggs Institute (JBI) que é consistente com a Extensão PRISMA para Revisões de Escopo (PRISMA-ScR). A busca na literatura foi realizada entre janeiro e fevereiro de 2024, por dois revisores independentes nas bases de dados Embase, LILACS, BDENF (via Biblioteca Virtual em Saúde) MEDLINE (via PubMed), Web of Science e Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Foram identificadas 3.292 publicações, sendo incluídos na amostra final 08 artigos. A extração de dados foi efetuada por um formulário elaborado pelos autores. Resultados e discussão: Observou-se que mulheres vítimas de violência obstétrica apresentaram maior risco para desenvolverem Transtorno do Estresse Pós-traumático, Depressão Pós Parto e alterações na amamentação. Além disso, os estudos mostraram que a informação e o consentimento das intervenções de saúde realizadas, atuaram como fator protetor. Todos os artigos evidenciaram que a violência obstétrica esteve relacionada à maior ocorrência de alterações que comprometem a maternagem e a vinculação do binômino. Poucos estudos abordam os impactos da violência obstétrica na vinculação materno-fetal. Considerações finais: Nesse sentido faz-se necessário a ampliação de estudos que investiguem as consequências da violência obstétrica a curto, médio e longo prazo. Conhecer os impactos que a violência obstétrica pode causar é necessário para transformar a realidade apresentada neste estudo, uma vez que, se precisa modificar a forma de assistência oferecida a essas mulheres, prezando pela humanização e tornando assim a maternagem saudável uma realidade na sociedade.