
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DE AFOGAMENTOS E SUBMERSÕES ACIDENTAIS NO PIAUÍ DE 2014 A 2022
Relatoria:
Clara Beatriz Matos Vieira
Autores:
- Jainne Coelho Sousa
- Juliene dos Santos Nolêto
- Jonalba Mendes Pereira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Na última década, mortes por afogamento em todo o mundo ultrapassam 2,5 milhões de casos, segundo a Organização Mundial da Saúde. O afogamento acontece em cadeia e ao imergir há apneia voluntária acarretando em hipóxia e acidose respiratória caso a vítima não retorne à superfície. Em seguida, com a aspiração de água, os pulmões ficam edemaciados diminuindo progressivamente a capacidade de trocas gasosas, culminando em parada cardiorrespiratória. Portanto, a identificação da necessidade de iniciar um suporte básico de vida e um acionamento de suporte avançado são cruciais para prevenir o óbito. Objetivo: Analisar o perfil sociodemográfico das vítimas de afogamentos e submersão acidental no Piauí nos anos de 2014 a 2022. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico cujos dados foram coletados em junho de 2024 no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) notificados por meio do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), abrangendo os anos de 2014 a 2022. A variável primária dos casos notificados de afogamento e submersões acidentais foi o local de residência e variável secundária a região de saúde/município, sexo, faixa etária e ano. Após coleta e tabulação dos dados, realizou-se a análise descritiva. Resultados: No Piauí foram registrados 975 óbitos por afogamento e submersão acidentais nos anos coletados, tendo, somente no ano de 2016, 139 (14,26%) casos de óbitos tornando-se o ano de maior registros, seguidos de 2018 e 2014 com 116 (11,90%) e 108 (11,08%) casos respectivamente. Diante desse panorama, foi possível identificar que Teresina, capital do estado, obteve o maior número de casos em relação às demais cidades durante todos os anos observados, registrando 354 (36,31%) óbitos no total. A maioria dos óbitos foram em pessoas do sexo masculino, contabilizando 853 (87,49%) óbitos, a faixa etária de maior prevalência foi a de indivíduos de 20 a 29 anos sendo registrados 190 (19,49%) casos. Considerações Finais: Por fim, nota-se a importância da análise do perfil sociodemográfico em afogamentos e submersões acidentais a fim de nortear ações de educação em saúde e capacitação em primeiros socorros para leigos e profissionais de enfermagem. Assim, o enfermeiro capacitado poderá fornecer conhecimentos essenciais para que a população saiba como agir diante de situações de afogamento, a fim de que não se tornem mais uma vítima.