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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
DOENÇAS DIARREICAS AGUDAS: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DA AMAZÔNIA
Relatoria:
Gabriella Regina Gomes Gil
Autores:
  • Julia de Almeida Araujo
  • Maria Eduarda de Souza Lima
  • Daniele Lima dos Anjos
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Doença Diarreica Aguda (DDA) é um problema epidemiológico global, causando alta morbimortalidade infantil. Afeta 1,3 bilhão de crianças menores de cinco anos anualmente, resultando em cerca de quatro milhões de mortes. Caracteriza-se por aumento das evacuações, fezes aquosas, vômitos, febre, dor abdominal e, em alguns casos, muco e sangue nas fezes, durando de 2 a 14 dias. OBJETIVOS: Descrever os casos notificados de DDA no município de Tucuruí, Pará, durante o ano de 2019 a 2022. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo quantitativo, retrospectivo e descritivo dos casos notificados de DDA no município de Tucuruí, durante os anos de 2019 a 2022. Os dados secundários foram disponibilizados pela Vigilância Epidemiológica do município e foram divididos segundo: população <10 anos e >10 anos. Excluíram-se dados incompletos ou de outras fontes e municípios. Os dados foram organizados e analisados com auxílio do Microsoft Office 365, sendo utilizado a frequência absoluta e frequência relativa. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os casos de DDA tiveram variações significativas ao longo dos 4 anos estudados. Foram identificados 18.153 casos dessa doença na população <10 anos e >10 anos. Os dados coletados indicam o maior número de casos de DDA, respectivamente, o ano de 2019 (n=6.901; 38,01%) e 2020 (n=4.523; 24,91%). Além disso, a faixa etária >10 anos foi a mais acometida pela doença (n=11.232; 61,87%). Ocorreu um decréscimo dessa enfermidade em 2021 (n=3.678; 20,26%) e em 2022 (n=3.051; 16,80%). No mais, houve uma queda de aproximadamente 55% nos casos de DDA entre 2019 e 2022. Isso pode ser justificado pela subnotificação durante a pandemia que dificultou diagnósticos e tratamentos de doenças sazonais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo permite concluir que nos últimos anos houve redução no número de casos de DDA, porém, essa doença não deixa de ser considerada um problema de saúde pública. Nesse sentido, os casos de DDA estão associados à falta de saneamento, higiene inadequada, ausência de tratamento adequado e fatores socioeconômicos, como pobreza e automedicação. Durante a pandemia, a busca por atendimento para sintomas gripais resultou na subnotificação de DDA. O estudo sugere investimentos em saneamento, melhorias no abastecimento de água e ações educativas em saúde para prevenir DDA e promover hábitos de higiene. Os dados fornecem uma base para futuras pesquisas e elaboração de projetos na região.