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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES COM ESCORPIÕES NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL: 2019 A 2023
Relatoria:
Genilda Castro de Omena Neta
Autores:
  • Carmem Lúcia Queiroz Samico
  • Andrey Ferreira da Silva
  • Müller Ribeiro-Andrade
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Dentre os acidentes causados por animais peçonhentos ocorrentes no Brasil, predomina-se os causados por escorpiões. O Nordeste apresenta a maior taxa de incidência de escorpionismo, e predominam os acidentes causados pelas espécies Tityus serrulatus e Tityus stigmuris. Por conta disso, a rastreabilidade desse tipo de acidente nos estados dessa região se torna importante. OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico dos acidentes por escorpiões notificados no Estado do Alagoas, entre o período de 2019 a 2023. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa, fundamentado na epidemiologia descritiva em Alagoas no período de 2019 a 2023. As informações foram coletadas no DATASUS (Sistema de Informação de Agravos e Notificações – SINAN), sendo avaliados a incidência, distribuição sazonal, características sociodemográficas e clínicas. Para a análise dos dados foram utilizados os softwares TabWin e Calc do LibreOffice versão 7.4. RESULTADOS: Durante o período analisado, foram registrados 53.660 acidentes por escorpiões no Estado de Alagoas. Entre os anos de 2019 e 2020, houve um declínio no número dos casos em detrimento do início da pandemia da COVID-19, apresentando aumento gradual de 2020 até 2023. Em relação a sazonalidade do período analisada, ocorreu um pico em março (4.967) e um declínio em novembro (4.017) dos casos. Os adultos com idade entre 20 a 59 anos foram as principais vítimas, sendo o sexo feminino predominante mais acometido com 58,45% (31.390) com baixa taxa em gestantes. Em relação à escolaridade e cor da pele, 21,71% (11.127) apresentavam ensino fundamental incompleto e 77,12% (41.4163) eram pardos. A região distal dos membros inferiores foi a mais acometida com 28,22% (15.154). Em que pese o tempo de atendimento, 63,47% (34.085) foram atendidos na primeira hora após o acidente. Do total de acidentes noticiados, 94,06% (50.514) desses não precisou fazer uso de soroterapia, 91,93% (49.368) dos acidentes foram classificados como leve e em 95,28% (51.173) dos casos houve cura. CONCLUSÃO: Os dados apresentados evidenciam que os acidentes por escorpião ocorreram, predominantemente, em mulheres adultas, pardas e com baixa escolaridade. Embora apresente uma alta taxa de cura é necessário investimento na vigilância em saúde nos territórios, melhoria no saneamento básico, coleta de lixo e conscientização da população com a finalidade de reduzir a ocorrência de acidentes por escorpiões.