
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL E QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA NA ATENÇÃO BÁSICA: ESTRATÉGIAS E DESAFIOS
Relatoria:
Hellen Sabrina Vasconcelos Lopes
Autores:
- Juliana Maria dos Santos
- Mirella Raquel Romão Martins
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A Atenção Primária à Saúde (APS), definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o primeiro nível de contato dos indivíduos com o sistema de saúde, atua como porta de entrada para serviços especializados. Nesse contexto, a equipe interprofissional é crucial para coordenar e prestar cuidados eficazes, promovendo uma abordagem holística e integrada. Portanto, é essencial compreender como a educação interprofissional pode melhorar a segurança do paciente e a coordenação do cuidado, além de identificar estratégias eficazes para aprimorar essa comunicação. Objetivo: Compreender como a educação interprofissional influencia a qualidade da assistência prestada na atenção básica e quais são as estratégias eficazes para melhorar essa comunicação. Metodologia: Realizada uma revisão bibliográfica utilizando os descritores: “Atenção Primária à Saúde”, “Educação Interprofissional” e “Qualidade da Assistência à Saúde” nas plataformas: Scielo, PUBMED/Medline e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), considerando artigos entre 2019 e 2024, nos idiomas português e inglês. Resultado: A comunicação interprofissional na APS é crucial para garantir a qualidade dos cuidados, promovendo a segurança dos pacientes, reduzindo erros médicos e melhorando a coordenação do cuidado. No entanto, enfrenta desafios significativos como diferenças na linguagem profissional e valores éticos, além de obstáculos estruturais como a falta de tempo e infraestrutura inadequada. Para superar essas barreiras, são recomendadas estratégias como treinamentos para aprimorar a interação entre profissionais, o uso de tecnologias de comunicação para facilitar o compartilhamento de informações e a realização de reuniões regulares entre equipes. É essencial promover uma cultura organizacional que valorize a comunicação aberta e a colaboração entre profissionais, melhorando não apenas a eficiência dos serviços prestados, mas também a satisfação dos usuários. Conclusão: Conclui-se que a educação interprofissional é crucial para melhorar a qualidade da assistência na APS. Apesar dos desafios culturais e estruturais, estratégias como treinamentos contínuos e uso de tecnologias de comunicação são fundamentais para superá-los. Investir nessas abordagens baseadas em evidências não só facilita a colaboração entre equipes de saúde, mas também promove um sistema de saúde mais integrado e eficiente, com benefícios claros para a qualidade dos serviços prestados.