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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E DE FORMAÇÃO DOS ENFERMEIROS ATUANTES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO DISTRITO FEDERAL
Relatoria:
Lígia Maria Carlos Aguiar
Autores:
  • Maria Fátima Sousa
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Dissertação
Resumo:
A ESF é prioritária para que a APS seja porta de entrada preferencial do usuário ao serviço, sendo ordenadora da Rede de Atenção à Saúde. A ESF é operacionalizada por ações preventivas, promocionais e de reabilitação, prestando cuidados fundamentados nos princípios do SUS, reorganizando o sistema na lógica do cuidado continuado, da resolubilidade e da participação comunitária, de forma integral e gratuita, considerados os determinantes e condicionantes de saúde. Como elemento central dessa ação transformadora, a enfermagem estrutura redes integradas de atenção à saúde nos territórios através de novos saberes e práticas, cujas bases materializam um novo modelo de atenção. O trabalho da enfermagem é resultado de complexos processos sociais, manifestando a disputa de diferentes concepções, modelos de atenção e cuidados de saúde em determinada conjuntura histórica. O objetivo do artigo foi analisar o perfil sociodemográfico e de formação acadêmica dos enfermeiros atuantes na APS no DF. Os dados são oriundos da pesquisa “Práticas de Enfermagem no Contexto da Atenção Primária à Saúde: estudo nacional de métodos mistos”; foram coletados por questionário eletrônico e analisados pelo Statistical Package for the Social Sciences. Responderam ao questionário 329 enfermeiros incluídos pelos critérios de atuação em equipes de saúde da família ou cargos de gestão da atenção primária há pelo menos dois anos, que aceitaram participar do estudo nacional que originou os dados. Foram excluídos enfermeiros residentes, de licença de qualquer natureza ou que tenham recusado a participação. O estudo mostrou perfil sociodemográfico majoritariamente feminino, de meia idade, maioria de pessoas negras/pardas, casadas, católicas. A maioria dos profissionais não nasceu no município onde trabalha, mas optou por nele residir, e atua há 12 anos ou mais. Quanto à formação, a maior parte é graduada em instituições de ensino privadas brasileiras, com grande contingente de especialistas e quantidade reduzida de mestres, doutores e pós doutores. Nota-se influência da formação histórica e social da profissão no perfil da categoria, atravessada por questões elitistas, sexistas e racistas, interligadas às práticas de enfermagem, à estruturação do mundo do trabalho e ao reconhecimento social da profissional. Portanto, é necessário romper com o paradigma sociocultural e histórico excludente da formação profissional, para o progresso da autonomia, do reconhecimento e da valorização profissional.