
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DESAFIOS DA ASSSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE PEDIÁTRICO ONCOLÓGICO
Relatoria:
Alice Gabrielly Souza do Nascimento
Autores:
- Eduarda Marques Guimarães
- Alberiza Veras de Albuquerque
- Rosângela Vidal de Negreiros
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O tratamento ao câncer infantojuvenil é uma das grandes histórias de sucesso da oncologia, estima-se que 65.850 mil pacientes pediátricos sobreviveram ao câncer, nos Estados Unidos. No entanto isso tem um preço, o tratamento em oncologia é muito desgastante, a criança é submetida a terapias prolongadas, procedimentos invasivos, com constantes internações, e está exposta ao risco da morte. O enfermeiro lida com crianças e famílias em situação de intensa fragilidade, o que exige do profissional competências que vão além da esfera técnico e científica, envolve relações interpessoais, humanas e afetivas. Objetivo: Relatar os desafios que o profissional de enfermagem enfrenta no cuidar de pacientes pediátricos oncológicos. Metodologia: O presente estudo é uma revisão integrativa, os artigos foram obtidos nas bases de dados eletrônicas do Google Acadêmico. A busca foi acompanhada por descritores em ciências da saúde (DeCS): “Oncologia pediátrica” “Assistência de enfermagem” “Desafios na pediatria”, combinados com o operador booleano AND, foram encontrados 59 trabalhos, sendo selecionados apenas os que atendessem à temática da pesquisa, resultando em 4 trabalhos que atendesse o tema inicial da pesquisa, dos últimos cinco anos (2020 a 2024). Resultados e discussão: Os estudos enfatizam a complexidade do cuidar, seja este curativo ou paliativo frisando a necessidade de capacitação do enfermeiro para assistir o paciente oncológico. A assistência de enfermagem a esses pacientes vai além das funções administrativas e técnicas, o enfermeiro tem o papel de educador e provedor do bem estar não apenas do paciente mas também de sua família e isso requer um vínculo entre os mesmos para melhor auxilio nas condições do indivíduo. Considerações finais: Conclui-se que há complexidade da assistência a pacientes pediátricos com câncer desde o diagnóstico até o fim da vida, quando acontece. A própria formação do profissional de enfermagem é deficiente em prepará-lo para as particularidades das crianças oncológicas. O vínculo entre a equipe e a criança/família é natural e deve existir. Entretanto, deve-se minimizar a exposição profissional, definir limites pessoais, evitar o envolvimento excessivo, sem deixar de agir humanamente, controlar estressores do trabalho dentro do hospital, comunicar-se constantemente com os colegas, manter equilíbrio entre vida profissional e pessoal para melhor atender o paciente e entregar um bom tratamento ao mesmo.