
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ASSISTÊNCIA À VÍTIMA DE LESÃO POR PROJÉTIL DE ARMA DE FOGO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Melyssa Maria da Luz de Paula
Autores:
- Yara Maria Nascimento de Moura
- Maira Di Ciero Miranda
- Iury Tiburcio Mesquita dos Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: O atendimento às vítimas de perfurações por arma de fogo, no âmbito pré-hospitalar, é sempre desafiador, haja vista a cinemática envolvida neste tipo de ocorrência com risco de letalidade ou de lesões irreversíveis que levam à incapacidade para continuar no trabalho além de requerer assistência à saúde em serviços de diversos níveis de complexidade. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma acadêmica de enfermagem na assistência a uma vítima de lesão por perfuração por arma de fogo (PAF). METODOLOGIA: O estudo tipo relato de experiência, a respeito de um caso clínico vivenciado por uma acadêmica de enfermagem durante seu Internato no SAMU CE. O atendimento ocorreu na manhã do dia 13 de junho de 2024 à paciente SSM, 17 anos, sexo feminino, vítima de arma de fogo que foi levada a um hospital no município de Caucaia - CE, porém, necessitava ser transferida para um outro hospital em Fortaleza - CE. RESULTADOS: A paciente encontrava-se instável, com quatro perfurações por arma de fogo pelo corpo, sendo duas de raspão nos ombros, uma de entrada e uma de saída do projétil, na região tóraco-abdominal, e apresentava ausência de sensibilidade e movimentos abaixo das perfurações, além de dispneia intensa. A paciente já estava em uso de oxigenoterapia e pelo risco e suspeita de trauma raquimedular (TRM), foi imobilizada em prancha rígida de acordo com protocolo de TRM. Foi realizada uma drenagem de tórax pelo serviço de origem, com drenagem de conteúdo hemático em grande quantidade. Paciente permanecia hipotensa por conta da hemorragia, mesmo após a administração de soro ringer lactato e norepinefrina. Após estabilização, a paciente foi transferida ao hospital de destino pela equipe do SAMU-CE sem intercorrências. CONCLUSÃO: O atendimento a paciente traumatizada deve ser ágil e requer uma equipe experiente para garantir a sobrevivência nos casos de elevado risco de complicações e/ou morte. O atendimento inicial pode decidir o desfecho do caso, pois a paciente poderia complicar em poucos minutos. A obtenção da estabilização dos sinais vitais permitiu a transferência da paciente para um hospital de referência para atendimento ao trauma, continuando o tratamento necessário. Como aluna de enfermagem pude acompanhar a avaliação inicial da paciente com PAF e as medidas prontamente tomadas bem como o acompanhamento do estado da paciente para garantir o êxito no transporte e chegada no seu destino com vida.