
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
A ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM DOMICILIAR NO CONTEXTO DO PARTO HUMANIZADO NO BRASIL
Relatoria:
Bárbara Barboza de Sousa
Autores:
- Alany Raiane Lemos Figueiredo
- Risolene Maria da Silva
- Susan Nobre de Souza
- Elayne Cristina de Oliveira Ribeiro
- Luiza Maria de Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O parto domiciliar planejado (PDP), geralmente realizado por enfermeiros, é uma prática minimamente invasiva que valorizava a mulher e o profissional, mas pouco realizado no Brasil, com taxa de 0,6% de ocorrência. OBJETIVO: Analisar a literatura sobre a atuação da enfermagem no parto domiciliar assim como os benefícios e dificuldades dessa prática. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura utilizando a Scientific Electronic Library Online (Scielo) como base de dados a partir da busca dos descritores indexados em saúde (DeCS): “Home Childbirth”, “Nursing” e “Nursing Care”. Os critérios de inclusão foram: artigos completos e disponíveis na íntegra nos últimos 10 anos. Já os critérios de exclusão foram artigos que não contribuíram com os objetivos do presente estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Inicialmente foram encontrados 25 artigos, mas levando em consideração os critérios de elegibilidade do estudo apenas 8 foram incluídos. Através das buscas tornou-se evidente a escassez de estudos acerca da temática, fato mencionado nas obras analisadas. Para adentrar nesse ramo o preparo profissional precisa ir além da graduação, um estudo realizado com 13 enfermeiras que trabalham com o PDP no Rio Grande do Sul mostrou que é necessário realizar especialização obstétrica além de realizar cursos complementares, resultados semelhantes foram encontrados nas enfermeiras atuantes no Rio de Janeiro. Essa ampla capacitação justifica-se, principalmente, pelo acompanhamento contínuo desde o pré-natal até o pós-parto que inclui avaliação do recém-nascido. É consenso entre as obras que o PDP está associado a baixas intervenções, pequena taxa de cesarianas, bons padrões de natalidade e gera sentimento de respeito e satisfação para as gestantes. Entre 2005 e 2009 a taxa de transferência durante o trabalho de parto foi de 11% e dessas apenas 9 gestantes realizaram cesariana, em 2002 a 2012 a taxa foi de 7,4%. Além disso, benefícios para os enfermeiros podem ser observados na maior autonomia profissional, como foi relatado pelas enfermeiras entrevistadas do Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Apesar dos benefícios evidenciados o PDP não faz parte das políticas públicas de saúde e é realizado de forma autônoma e privada pelos profissionais, gerando a elitização do procedimento. CONCLUSÃO: O PDP surge como uma opção menos intervencionista e mais benéfica, mas enfrenta uma barreira na produção do conhecimento científico devido ao baixo índice de realização.