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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A RECUSA FAMILIAR COMO UM DESAFIO PARA A REALIZAÇÃO DA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS NO BRASIL
Relatoria:
Viviani Silva Nascimento
Autores:
  • Ana Carolaine de Souza Batista
  • Darlan da Silva de Jesus
  • Yorrana Freitas Ribeiro
  • Joice Requião Costa de Santana
  • Christielle Lidiane de Alencar Marinho
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O processo de doação de órgãos para fins de transplantes no Brasil é regido por legislação específica, a qual determina que a doação deve acontecer através do consentimento de familiares de até segundo grau de parentesco. A recusa familiar é um dos principais entraves nesse processo, tornando-se necessário o acolhimento dos profissionais com os familiares, oferecendo apoio emocional e esclarecimento de dúvidas. Objetivo: Descrever a relação da não efetivação da doação de órgãos e tecidos com a recusa familiar nos cinco últimos anos no Brasil e o papel do enfermeiro nesse processo. Método: Trata-se de uma revisão da literatura, considerando como fonte principal os dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) entre os anos de 2018 a 2023, os quais foram organizados de forma artesanal no software Microsoft Excel 2016 e discutidos à luz de estudos contidos em bases de dados (PubMed, Scielo e LILACS). Resultados e Discussão: Nesse período, foram notificados mais de 72 mil potenciais doadores de órgãos, desses, cerca de 21 mil se tornaram doadores efetivos. A recusa familiar é uma das principais razões para a não efetivação da doação, representando aproximadamente 46% das causas de não efetivação da doação. Podendo estar relacionada a vários fatores que dificultam a compreensão do processo. A não compreensão sobre a ME atrelado ao difícil momento enfrentado pela família, associado a questões socioculturais preexistentes que a família possui, evidencia o despreparo profissional e traz à tona a precisão do aprimoramento de habilidades durante a entrevista e estratégias de acolhimento que garantam no constructo social a seguridade do processo. Assim, a não conversação sobre a morte entre os familiares, também dificulta o processo de doação e pode induzir a recusa familiar, além de prestar cuidados para o potencial doador, o enfermeiro contribui fortemente para o consentimento da família através da confiabilidade. Tais profissionais necessitam de educação permanente, para que seja assegurado a compreensão antes de ser oferecida a família a possibilidade da doação. Considerações Finais: A recusa familiar é um dos principais fatores relacionados a não concretização da doação de órgãos e tecidos. O profissional enfermeiro instrumentalizado, é essencial em todo o processo principalmente, na promoção de educação em saúde, a fim de disseminar o conhecimento sobre a doação de órgãos e tecidos, possibilitando a mudança no cenário atual da recusa familiar.