
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
MAIS ACESSO À INFORMAÇÃO E SERVIÇOS DE SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA PARA ADOLESCENTES E MENINAS EM RECIFE
Relatoria:
Lígia Maria Carlos Aguiar
Autores:
- Janaína Lima Penalva da Silva
- Vanessa Rodrigues Silva
- Joyce Ibiapina Costa
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: A gravidez na infância/adolescência tem implicações biopsicossociais, exigindo informações sobre saúde sexual e planejamento reprodutivo, da contracepção aos serviços especializados. Para o Código Penal, ato libidinoso com menores de 14 anos é estupro de vulnerável e, se resultar em gestação, há direito ao aborto. Segundo o Ministério da Saúde, a probabilidade de gestação em violência sexual contra menores de 14 anos é de 15%. Em Recife, 4.323 meninas entre 10 e 14 anos pariram entre 2010 e 2019 e mais de 40% tiveram 4 a 6 consultas de pré-natal, havendo associação entre gravidez antes dos 20 anos, pobreza, baixa escolaridade e violência sexual. Isto mostra defasagem da abordagem aos direitos sexuais e reprodutivos e negligência ao acesso ao aborto legal, motivando a promoção de educação permanente. OBJETIVO: Ampliar o acesso à informação em saúde sexual e reprodutiva para meninas e adolescentes através de profissionais de saúde em Recife. MÉTODO: Relato de experiência de educação permanente em 2 unidades de saúde da família (USF) de Recife, resultado de parceria entre organizações não governamentais e a gestão municipal de saúde. Executada de fevereiro a maio de 2024, com consultoria de profissionais de referência e oficinas nas unidades. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Em 2021, diagnóstico situacional com as equipes das USF revelou déficit de conhecimento sobre saúde sexual e reprodutiva na infância/adolescência e o direito legal ao aborto; dificuldade de abordagem aos temas e falta de encaminhamento aos serviços de referência. Em 2024, participaram das oficinas 7 gestoras de saúde da mulher de Recife. Além delas, compreendendo as duas unidades cenário da iniciativa, participaram 13 agentes comunitários de saúde, 7 médicas, 5 enfermeiras, 3 técnicas de enfermagem, 1 odontóloga, e 1 técnica de saúde bucal e 1 estudante de medicina. As oficinas foram conduzidas por uma médica, uma enfermeira e uma psicóloga. As 38 pessoas foram participativas e demonstraram, no diálogo avaliativo final, significatividade do conhecimento adquirido. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A APS, como coordenadora do cuidado e ordenadora da rede, é central para assistência integral e promoção da saúde sexual e reprodutiva. A educação permanente é efetiva para qualificação profissional, fortalecimento da rede de saúde e garantia de direitos para adolescentes e meninas.