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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O BRINCAR EM SAÚDE COMO FERRAMENTA DE CUIDADO HOSPITALAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Larissa Aguiar dos Santos Paiva
Autores:
  • Flaviane Albuquerque
  • Milena Siqueira Santos
  • Milena Katherine Cunha da Cruz
  • Florentino de Melo Guerra Filho
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A modificação da rotina, durante o internamento hospitalar, é um fator impactante e às vezes traumático, especialmente para a criança. Diante desse cenário, a assistência em saúde pediátrica personalizada, através do uso de práticas lúdicas e adaptada ao perfil do paciente, emerge como uma forma de cuidado holístico. Esse cuidado pode ser realizado pelo profissional de enfermagem, pelo uso do brincar como terapia auxiliar na promoção do bem-estar infantil e da humanização em saúde, contribuindo diretamente para a evolução clínica. Objetivo: Relatar experiência extensionista no uso de práticas lúdicas e de brinquedos no Projeto de extensão “Brincar é Saúde - uma proposta de humanização” na brinquedoteca do Hospital das Clínicas, Recife-PE. Método: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido por graduandos da Universidade Federal de Pernambuco, ao longo do ano de 2022, com encontros semanais de duas horas, sobre o uso do Brincar em saúde como ferramenta coadjuvante no processo de cuidado. Resultados/Discussão: No decorrer do projeto, as crianças internadas, acompanhadas dos responsáveis, eram conduzidas até a brinquedoteca, onde elas iriam ser apresentadas às estratégias lúdicas. Os menores chegavam até o centro de lazer bastante receosos, com medo e baixa motivação em função da estadia e situação clínica ser desmotivadora e por vezes assustadora, e aos poucos eram estimulados pelos estudantes a participarem das atividades. Durante a permanência na brinquedoteca, os estudantes propuseram atividades como jogos de tabuleiro, cartas, pinturas, desenhos e brinquedos musicais, disponíveis no espaço, visando promover o cuidado por meio da interação social e lúdica entre os pacientes. Ao final do momento lúdico, as crianças se mostraram mais ativas, menos tensas e animadas, concorrendo para um comportamento mais colaborativo com a conduta terapêutica e mais confiantes com a própria melhoria clínica. Considerações finais: A partir dessa vivência, notou-se que a aplicação de práticas que trabalham o lúdico consolidam uma estratégia positiva e necessária ao processo de cuidado pediátrico. A experiência despertou nos graduandos, competências comunicativas e ético-humanísticas, para assegurar um cuidado integral à criança.