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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE DA EPIDEMIOLOGIA DOS ÓBITOS POR TRAUMA
Relatoria:
Suzy Aparecida Luiz da Silva
Autores:
  • Erilane Soares da Silva
  • REBECCA LISIANE CARVALHO DA SILVA
  • Gabriel Vitor de Sousa Campelo
  • Priscila de Sousa Porto
  • Lorena Morena Rosa Melchior
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: trauma é uma doença e não um acidente como culturalmente ficou conhecido. Também trata-se de um problema de saúde pública de proporções epidêmicas. A epidemiologia dos óbitos por traumas é um problema em investigação mundialmente, pois acredita-se que vários fatores podem ser determinantes para sua ocorrência, e esses fatores podem ser diferentes entre os países e até mesmo, de acordo com a população acometida. Conhecer as características dos óbitos decorrentes de traumas e o perfil epidemiológico irá contribuir para o conhecimento da realidade de tal panorama e a comparação com outras realidades e na busca da implementação de medidas preventivas mais eficazes. Desse modo, o presente estudo tem como objetivo analisar a epidemiologia dos óbitos por trauma numa instituição hospitalar de referência. Objetivo: Analisar a epidemiologia dos óbitos por trauma numa instituição hospitalar de referência de uma metrópole brasileira. Método: Trata-se de estudo de abordagem quantitativa, do tipo transversal retrospectivo e analítico. A população da pesquisa englobou todos os pacientes que evoluíram para óbito em um serviço de atenção terciária referência em traumatologia no ano de 2019 e a amostra constituiu 268 pacientes. Foram incluídos pacientes de todas as faixas etárias de idade, vítimas de trauma. Foram analisadas as causas de morte declaradas em prontuário, bem como a verificação de associação entre as variáveis independentes e o desfecho óbito. Resultados/discussão: Ocorreram 268 mortes, a maioria delas no sexo masculino (75,7%) por traumas não intencionais (82,1%). Para 97 (36,2%) indivíduos que evoluíram para óbito envolvendo veículos, dos quais 64,9 % (n = 63) envolveram motocicletas, provocando na maioria das vezes trauma contuso (74,6%). Verifica-se associação significativa entre faixa etária 1 a 15 anos e morte por atropelamento; 16 a 29 anos e acidentes de trânsito; 30 a 59 anos agressão e acidentes de trânsito e 60 anos ou mais com queda da própria altura. A maioria dos pacientes teve morte tardia e o principal CID encontrado nos prontuários de óbito foi traumatismo cranioencefálico. Ao todo foram perdidos 6387 anos potenciais de vida. Conclusão: O óbito por trauma, independentemente do seu mecanismo, idade ou sexo, configura relevante problema de saúde pública. Portanto recomenda-se ampliação e melhora dos investimentos públicos científicos e políticos para diminuir as importantes perdas em vida e produtividade geradas pelo trauma.