
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CONHECIMENTOS DE ENFERMAGEM FORENSE EM UM PRONTO ATENDIMENTO MÉDICO
Relatoria:
RÍZIA KELLY DA SILVA GUSMÃO
Autores:
- ZENAIDE CAVALCANTI DE MEDEIROS KERNBEIS
- ROSANE MARIA ANDRADE VASCONCELOS
- ADRYAN BÁRBARA FRANÇA RAMOS
- HELOÍSA BARROS DE ALVARENGA
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
INTRODUÇÃO: A violência contra o gênero feminino, está presente há décadas em todas as áreas da sociedade, desse modo a violência contra mulheres se aproxima dos 15 milhões nos lares brasileiros. Por considerar que a violência se tornou um problema de saúde pública em todo mundo, os profissionais da saúde que atendem essas vítimas precisam ter uma visão crítica, perceptiva e conhecimentos específicos, práticas adequadas para proteção e apoio a vítimas. Assim, o Enfermeiro Forense desempenha a função de prevenção, cuidado e preservação de vestígios, suas ações são voltadas a identificar situações de violência, com manejo adequado e interação com a mulher vítima de violência. O OBJETIVO desta pesquisa foi: Investigar o papel do Enfermeiro atuante no Pronto Atendimento Médico no que se refere às mulheres vítimas de violência. METODOLOGIA: A abordagem metodológica da pesquisa é quantitativa de caráter descritivo, o campo da pesquisa foi o Pronto Atendimento Médico de Cáceres–MT, os instrumentos utilizados na produção de dados foram questionário semiestruturado, realizados com oito Enfermeiros. ANÁLISE E DISCUSSÃO: Sobre a formação dos Enfermeiros participantes da pesquisa, os dados indicaram que apenas 25% receberam formação forense na graduação, revelam também que 75% realizaram trabalhos na área de Enfermagem Forense. Assim a maioria dos profissionais atendem mulheres vítimas de violência sem formação adequada, demonstra a necessidade da implementação da Enfermagem Forense na graduação e a implantação de profissionais especializados nessa área. Os dados apontam também que os participantes da pesquisa no tocante aos conhecimentos das práticas de Enfermagem Forense: 62,5% classificam como apropriado, 10,0% como muito apropriado, 25% classificou como inexistente, 2,5% pouco apropriado. Essa fragilidade, pode gerar dificuldades para articular a abordagem da Enfermagem Forense com procedimentos e trâmites burocráticos e de encaminhamento para a justiça. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A pesquisa evidencia que é urgente formação para atuação do Enfermeiro na abordagem da Enfermagem Forense, em sua prática diária, considerando mulheres vítimas de violência procuram a porta de entrada do sistema de saúde, tal como atenção primária e urgência e emergência para receber os primeiros atendimentos. Assim, é preciso políticas públicas específicas para fortalecer esse atendimento por parte das redes mantenedoras da saúde pública.