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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
SÍFILIS CONGÊNITA NO BRASIL: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA ENTRE AS REGIÕES
Relatoria:
João Felipe Tinto Silva
Autores:
  • Danielle Nedson Rodrigues de Macedo
  • Breno Dias de Oliveira Martins
  • Jefferson Abraão Caetano Lira
  • Gilney Guerra de Medeiros
  • Rosilane de Lima Brito Magalhães
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica de evolução crônica causada pela bactéria gram-negativa Treponema pallidum considerada um grave problema de saúde pública. É infecção sexualmente transmissível, em que sua transmissão ocorre predominantemente por via sexual, mas também por via vertical, durante a gravidez e parto, causando a sífilis congênita. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico da sífilis congênita no Brasil e suas regiões. MÉTODO: Estudo descritivo, exploratório e retrospectivo, com abordagem quantitativa, que se utilizou de dados secundários provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação sobre os casos notificados de sífilis congênita no Brasil e suas regiões, entre 2013 e 2023. A coleta de dados ocorreu no mês de maio de 2024. Para variáveis analisadas foram o ano de diagnóstico e região de notificação, além das características referentes a mãe: faixa etária, escolaridade, raça e realização do pré-natal. Quanto à criança, foram analisados a faixa etária e ano de diagnóstico. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Entre 2013 e 2023 foram notificados 239.249 casos de sífilis congênita no Brasil. Destes, 104.787 (43,8%) foram registrados na região Sudeste, seguida da região Nordeste, 69.272 (28,9%), com as maiores prevalências. Quanto à faixa etária das mães, foi predominante os casos entre 20 e 24 anos, com 80.775 (33,7%) notificações. Em relação a escolaridade, os casos ignorados ou não especificado foi prevalente, com 69.197 (28,9%) notificações. Mulheres da 5ª a 8ª série do ensino fundamental obtiveram 50.173 (21,0%) notificações. No que trata a raça, 122.464 (51,2%) casos eram pardas. Quanto à realização do pré-natal, 193.375 (80,9%) dos casos eram entre mulheres que realizaram o pré-natal, ultrapassando aquelas que não o realizaram. Quanto o diagnóstico da sífilis congênita em recém-nascidos, 226.321 (94,6%) casos foram diagnosticados até o 6º dia após o nascimento, indicando maior prevalência. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Dentre 2013 a 2023, foram notificados 239.249 casos de sífilis congênita no Brasil. Dentre as regiões, o Sudeste concentrou o maior número de notificações, predominante em mulheres de 20 a 24 anos, com casos com informações não especificadas ou em branco em relação à escolaridade, havendo maior prevalência em mulheres autodeclaradas pardas e que realizaram o pré-natal. Por fim, em relação ao diagnóstico nos recém-nascidos, a maioria dos casos foi diagnosticada até o 6º dia após o nascimento.