
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE DOS CASOS DE SÍFILIS CONGÊNITA NO MARANHÃO ENTRE 2019-2023
Relatoria:
Sara Costa Marques
Autores:
- Ingrid de Campos Albuquerque
- Brenda Mayanne Costa Monteiro
- Cleyce Jane Costa Moraes
- Ronald Junio Pereira Sousa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A Sífilis é uma doença infectocontagiosa transmitida sexualmente que pode acometer as gestantes e ser transmitida ao feto de modo vertical por via transplacentária, durante o parto normal por via vaginal caso no local haja lesões ou durante a amamentação, nesses casos recebe a denominação de sífilis congênita. Ao ser transmitida ao concepto pode trazer consequências graves, como parto prematuro, complicações e morte neonatal e para recém-nascidos pode surgir complicações agudas, como deformidades, lesões neurológicas e outras sequelas. Por conta de sua alta prevalência, a sífilis congênita faz parte da lista de doenças e agravos de notificação compulsória. Partindo desse pressuposto, esse estudo tem por objetivo conhecer o perfil epidemiológico dos casos confirmados de sífilis congênita no Maranhão. Foi realizado um estudo ecológico com os casos notificados de sífilis congênita no Maranhão entre 2019 e 2023, no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), através do SINAN. Os dados foram organizados e tabulados utilizando o programa Microsoft Excel 2016® e apresentados por números absolutos e porcentagens. No período de 2019 a 2023, foram confirmados 2.651 casos de sífilis congênita no Maranhão. Destes, 2.486 (94%) casos foram diagnosticados em recém-nascidos de até 6 dias. Como consequência da doença, (1%) bebês evoluíram a óbito, ( 0,003%) morreram por outras causas e (3%) óbitos foram registrados como ignorados. Na análise do perfil das gestantes, identificou (1 %) possuem ensino superior completo, (32%) ensino fundamental incompleto, evidenciando a baixa escolaridade materna, ( 89%) realizaram pré-natal e (56%) foram diagnosticadas durante o pré-natal. Conclui-se que mesmo se tratando de uma patologia passível de prevenção e com disponibilização de tratamento gratuito para gestante, ainda nos deparamos com casos de sífilis congênita. Infere-se que há falhas na realização do pré-natal, momento o qual deve ocorrer estratégias que visem o diagnóstico precoce e o fortalecimento das ações de educação em saúde para a democratização do acesso à informação, por ser uma questão de saúde pública.