
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
INTERNAÇÕES POR INFERTILIDADE FEMININA NO BRASIL
Relatoria:
Alana Vitória Escritori Cargnin
Autores:
- Camila Moraes Garollo Piran
- Gabrieli Patrício Rissi
- Mariana Martire Mori
- Gilvanuza de Amorim Teles
- Marcela Demitto Furtado
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A infertilidade representa atualmente uma doença em ascensão em saúde pública. Sendo considerado como infertilidade quando após 12 meses de vida sexual, com frequência de duas vezes por semana, sem método contraceptivo e o casal não consegue engravidar. É importante ainda considerar a infertilidade como uma questão situacional, ou seja, momentânea. A pessoa que, por exemplo, teve um filho, pode em algum momento da sua vida, ter dificuldade para engravidar, ou seja, ter um filho não é um atestado de fertilidade para toda a vida. Objetivo: Analisar o perfil das internações por infertilidade feminina no Brasil. Métodos: Estudo descritivo e quantitativo, sobre as internações por infertilidade feminina no Brasil, no período de 2016 a 2022. Os dados foram obtidos a partir dos registros do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). As variáveis faixa etária, raça/cor e regiões brasileiras foram analisadas por meio de estatística descritiva simples, considerando as frequências absoluta e relativa. Resultados: Ocorreram 2661 casos de internação por infertilidade feminina no Brasil, prevalecendo a internação por infertilidade na faixa etária dos 30 a 39 anos, em 2019, apresentou-se a maior porcentagem de internações por infertilidade 67,9%. Com relação a raça/cor houve maior porcentagem de internações entre as mulheres não brancas 62,8%. Das regiões brasileiras analisadas, a Região Nordeste apresentou a maior porcentagem de internações no período estudado, correspondendo a 42,5%, seguida pela região Sudeste (28,7%) e região Sul (19,2%), sendo que a região brasileira que apresentou a menor porcentagem de internações por infertilidade feminina no período estudado foi a região Norte, com 4,6%. Conclusão: A alta porcentagem de internações por infertilidade feminina sinaliza a necessidade de maior atenção a esse grupo populacional, além da necessidade de novos estudos que investiguem as necessidades deste grupo durante a busca pela maternidade.