LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
MORTALIDADE POR ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO EM IDOSOS ENTRE 2016 E 2020 NO MARANHÃO
Relatoria:
Brenda Mayanne Costa Monteiro
Autores:
  • Ingrid de Campos Albuquerque
  • Ana Caroline Chagas Soares
  • Cleyce Jane Costa Moraes
  • Ronald Junio Pereira Sousa
  • Sara Costa Marques
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: O acidente vascular cerebral refere-se a um rápido desenvolvimento de sinais clínicos de distúrbios focais por um período de 24 horas, provocando alterações nos planos cognitivo e sensório-motor, de acordo com a área e a extensão da lesão. Pode ser do tipo isquêmico por obstrução das artérias que irrigam o encéfalo, deixando a área sem oxigenação sanguínea e representam 80% dos casos ou hemorrágico com ruptura de artérias do encéfalo, levando ao sangramento intraencefálico, assim os sinais e sintomas desenvolvem-se conforme local da lesão. Configura-se como a segunda principal causa de morte em escala mundial, pois apresenta maior incidência para idades acima de 80 anos, por possuírem algumas características próprias em relação à etiologia e prevenção desta doença. OBJETIVO: Desse modo, esse estudo tem por objetivo demonstrar o perfil de idosos com mais de 80 anos que evoluíram a óbito por acidente vascular cerebral no Maranhão, no período de 2016 a 2020. MÉTODO: Trata-se de estudo ecológico, com dados secundários obtidos no Sistema de Informação sobre Mortalidade, no qual foram incluídas informações sobre mortalidade de idosos acima de 80 anos por Acidente vascular cerebral, não especificado como hemorrágico ou isquêmico (Classificação Internacional de doença-10 – I64) no período de 2016 a 2020 no Maranhão. RESULTADOS: Os dados revelaram que o acidente vascular cerebral foi responsável por cerca de 4.191 óbitos no período de 2016 a 2020 nessa população, com evidência para o ano de 2017 (21,30%), sexo masculino (51,80%), pardos (64,59%), sem escolaridade (59,24%), viúvos (37,67%) e ocorridos no domicílio (55,76%). CONCLUSÃO: Os dados epidemiológicos encontrados permitem definir o perfil predominante de óbitos por acidente vascular cerebral no Maranhão entre idosos de 80 anos ou mais, o qual pode ser utilizado em políticas de saúde que visem, além da redução da mortalidade, a prevenção do acidente vascular cerebral, além de fornecer subsídios para que essas políticas sejam implementadas e melhor readequadas frente ao perfil epidemiológico exposto.