
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
LEUCEMIA NA POPULAÇÃO INFANTOJUVENIL NO MARANHÃO: INDICADORES DE DIAGNÓSTICO E MORTALIDADE
Relatoria:
Ana Caroline Chagas Soares
Autores:
- Ingrid de Campos Albuquerque
- Brenda Mayanne Costa Monteiro
- Cleyce Jane Costa Moraes
- Ronald Junio Pereira Sousa
- Sara Costa Marques
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Dentre as neoplasias que acometem na fase da infância se encontra a leucemia, caracterizada pela deficiência do sistema imunológico devido ao desequilíbrio na produção das células sanguíneas. São classificadas em 12 tipos, mas os quatro primários são a leucemia linfoide aguda (LLA), a leucemia linfoide crônica (LLC), leucemia mielóide aguda (LMA) e a leucemia mieloide crônica (LMC), sendo a primeira mais observada nas crianças. Independentemente do tipo, desencadeiam uma série de modificações na vida dos indivíduos, ainda mais na fase infantojuvenil. Essas mudanças são altamente significativas para esse público, que estão em uma fase da vida que requer muitas descobertas e há necessidade de interação com os mesmos de sua faixa etária, contudo precisam se adaptar as idas e vindas aos serviços de saúde em decorrência do seu tratamento, perdurando até sua cura ou óbito. Objetivo: Verificar as variações nas taxas de cura e óbito em pacientes infantojuvenis com leucemia no Maranhão. Metodologia: Trata-se de estudo ecológico, com dados secundários obtidos no Painel-Oncologia – BRASIL e Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), no qual foram considerados os óbitos codificados no capítulo Cid-10: C91 - Leucemia Linfoide, C92 - Leucemia Mieloide, C93 - Leucemia Monocítica e C94 - Outras leucemias de células do tipo especial, no período de 2015 a 2019 no Maranhão. Resultados: Na análise dos dados observou-se que o número de diagnósticos de leucemia realizados no Maranhão entre 2015 e 2019 foi de 335 casos, destes 51,94% (174 casos) evoluíram a óbito. Destes, prevaleceram os óbitos ocorridos no ano de 2019 (62,12%), pacientes com diagnóstico de leucemia mieloide (56,26%), sexo feminino (56,69%) e entre menores de entre menores de 1 ano (71,43%). Considerações finais: Assim, entender sobre as consequências e repercussões de um diagnóstico de leucemia na fase infantojuvenil é de grande importância, para adesão ao tratamento e o desfecho mais favorável. Por isso, os dados apresentados nesse estudo contribuem para uma noção da ocorrência de casos da leucemia no Estado no público infantojuvenil, e consequente intervenção para minimizar desfechos desfavoráveis.