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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
MORTALIDADE POR PNEUMONIA EM CRIANÇAS NO BRASIL NO PERÍODO DE 2019 A 2023
Relatoria:
Letícia Vitória Sousa Lima
Autores:
  • Fabiana Michelly Ferreira da Silva
  • Pedro Ryan Gomes da Silva Galvão
  • Larha Rennely de Sousa Pereira
  • Gleydson Borges de Araújo
  • Marília Ramalho Oliveira
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A pneumonia representa uma infecção respiratória aguda que continua a ser uma das principais causas de mortalidade infantil, especialmente em países em desenvolvimento. No Brasil, apesar dos avanços nas políticas públicas de saúde e na ampliação da cobertura vacinal, a mortalidade infantil por pneumonia ainda representa um problema preocupante. OBJETIVO: Analisar a mortalidade por pneumonia em crianças no Brasil no período de 2019 a 2023. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, documental e retrospectivo, de abordagem quantitativa, que utilizou-se dados secundários coletados a partir do Sistema de Informações sobre Mortalidade. A população-alvo incluiu crianças de 0 a 9 anos que faleceram devido a pneumonia durante o período de 2019 a 2023. As variáveis consideradas na pesquisa incluíram as regiões do Brasil (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste), faixa etária (<1 anos, entre 1 e 4 anos, entre 5 e 9 anos), sexo, cor/etnia (branca, parda, preta, amarela e indígena). RESULTADOS: Durante o período de 2019 a 2023 foram registrados 5.041 óbitos por pneumonia em crianças no Brasil. As regiões Nordeste, Norte e Sudeste apresentaram os maiores números de óbitos, com 1.474 (29,24%), 1.291 (25,61%) e 1.288 (25,56) respectivamente, a região Sul registrou 522 (10,36%) e Centro-Oeste 466 (9,25%). Os óbitos foram mais frequentes entre meninos com 2.612 casos (51,82%), podendo ser resultado de fatores biológicos, comportamentais e ambientais que os tornam mais vulneráveis a infecções. A maior parte da mortalidade infantil por pneumonia ocorreu em crianças menores de 1 ano, com 51,87% dos casos (2.614 óbitos). A faixa etária de 1 a 4 anos representou 35,34% dos casos, enquanto crianças de 5 a 9 anos tiveram a menor porcentagem, com 12,82%. Quanto à cor/etnia houve predominância em crianças autodeclaradas pardas com 2.726 óbitos (63,74%), seguidos por 1.226 (25,56%) entre brancos, 470 (6,31%) entre indígenas, 359 (3,49%) entre pretos e 260 (0,92%) entre amarelos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Infere-se, portanto, a necessidade de implementação de estratégias de saúde pública que considerem as desigualdades regionais e socioeconômicas. Investimentos contínuos em vacinação, cuidados de saúde primários e melhorias socioeconômicas são essenciais para a redução da mortalidade infantil por pneumonia no Brasil.