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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A RELAÇÃO ENTRE CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS E A PREVALÊNCIA DE DEPRESSÃO: ANÁLISE DOS DADOS DO DATASUS
Relatoria:
WILLIANNY SANTOS COSTA
Autores:
  • Ana Letícia Batista Coelho
  • Danielle Cutrim Mendes
  • Gabrielle Santos Macedo
  • Dayanne da Silva Mesquita
  • Rosana De Jesus Santos Martins Coutinho
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A depressão é um transtorno mental prevalente associado a fatores socioeconômicos como baixa renda, desemprego e educação limitada. No Brasil, a prevalência de depressão varia significativamente entre diferentes grupos socioeconômicos e regiões, indicando a necessidade de uma análise aprofundada. Objetivo: Investigar a relação entre fatores socioeconômicos e a prevalência de depressão no Brasil. Metodologia: Análise transversal com dados do DATASUS sobre diagnósticos de depressão de 2018 a 2022, estratificados por renda, nível de educação e situação de emprego. Utilizou-se técnicas estatísticas descritivas para analisar as variáveis socioeconômicas em relação à prevalência de depressão. Resultados e Discussão: A análise revelou uma forte correlação entre condições socioeconômicas desfavoráveis e maior prevalência de depressão. A prevalência de depressão foi maior entre indivíduos com menor renda: 25% daqueles com renda familiar inferior a dois salários mínimos apresentaram sintomas de depressão, contra 10% daqueles com renda superior a cinco salários mínimos. Indivíduos desempregados tiveram uma prevalência de depressão de 30%, enquanto entre os empregados a taxa foi de 15%. Pessoas com níveis mais baixos de educação apresentaram maior probabilidade de relatar sintomas de depressão: 28% daqueles com ensino fundamental incompleto comparados a 12% com ensino superior completo. Esses achados corroboram a literatura que sugere que fatores socioeconômicos são cruciais na determinação da saúde mental. A relação identificada indica que políticas públicas focadas em melhorar a educação, gerar empregos e reduzir a pobreza podem impactar positivamente na redução da prevalência de depressão. Considerações Finais: A análise dos dados confirmou a relação significativa entre condições socioeconômicas desfavoráveis e maior prevalência de depressão. Estes resultados destacam a importância de políticas intersetoriais em saúde pública, educação e emprego para redução dos impactos das desigualdades socioeconômicas na saúde mental. A implementação de programas de suporte social e psicológico e a integração de serviços de saúde mental no nível primário de cuidados podem facilitar o acesso ao tratamento para indivíduos de baixa renda e desempregados. Promover a educação em saúde mental é essencial para aumentar a conscientização sobre a importância de buscar ajuda e reduzir o estigma associado aos transtornos mentais.