
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERCEPÇÃO DO RISCO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES CRÔNICAS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Relatoria:
Artur Damasceno Uchoa
Autores:
- Victor Emmanuell Fernandes Apolonio dos Santos
- Caio Fellipe Ribeiro Barros
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Por sua complexidade e múltiplos fatores de risco, sintomas e desdobramentos, as doenças cardiovasculares crônicas apresentam difícil controle, sendo uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. A percepção de risco é um processo cognitivo que orienta os comportamentos das pessoas diante de situações que envolvem riscos potenciais. A percepção de risco pode variar de pessoa para pessoa e pode afetar comportamentos relacionados à saúde, assim como muitos outros aspectos da vida. Em termos de saúde, a percepção de risco é uma consideração importante que determina o comprometimento de um indivíduo com um estilo de vida saudável. OBJETIVO: Identificar o nível de conhecimento dos pacientes a tratamentos para doenças cardiovasculares e suas percepções quanto à doença e mudanças de estilo de vida. METODOLOGIA: Estudo transversal, de abordagem quantitativa, com objetivo de identificar a perspectiva de pacientes quanto às suas condições de saúde com relação a doenças cardiovasculares crônicas. RESULTADOS: Dos 132 pacientes que responderam o método de pesquisa, 84,09% eram do sexo masculino. No que se refere à idade, 82,57% tinham mais de 65 anos, com nível de formação acadêmica variando entre os pacientes, 81,06% com ensino fundamental e/ou médio incompleto e 18,93% com ensino médio completo, graduados e pós-graduandos. Ao analisar as respostas dos participantes quanto à afirmação de que “A infraestrutura dos serviços de saúde incentiva a adoção de medidas de precaução e uso adequado de técnicas, fármacos e métodos de alteração de hábitos em pacientes cardiopatas” verificou-se discordância significativa (p<0,01), embora a avaliação individual por grupo evidencie discreta diferença de opinião do grupo com maior formação e majoritária discordância da afirmativa pelos pacientes com ensino fundamental e médio incompleto. CONCLUSÃO: A comunicação eficaz de riscos é essencial para promover a conscientização pública e o entendimento dos perigos potenciais, além de capacitar indivíduos e comunidades a tomar decisões informadas e adotar ações apropriadas para reduzir sua exposição e vulnerabilidade. No entanto, muitas instituições e organizações ainda não integraram completamente a comunicação de riscos em suas políticas e práticas. Como resultado, podem haver lacunas na disseminação de informações precisas, assim como na participação e envolvimento de diversos stakeholders nos processos de gestão e tomada de decisões sobre riscos.