
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
NOTIFICAÇÕES DE VIOLÊNCIAS AUTOPROVOCADAS NO BRASIL NO ANO DE 2021
Relatoria:
LARISSA LUDMILA MONTEIRO DE SOUZA BRITO
Autores:
- ANA BEATRIZ BATISTA E SILVA
- DIANE SOUSA SALES
- Antonio José Lima de Araujo Junior
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O Brasil não apresenta taxas elevadas de suicídio em um contexto global, porém há um aumento na mortalidade por essa causa no país. Um estudo sobre mortalidade por doenças e agravos não transmissíveis de 2000 a 2018 mostrou um crescimento médio anual de 1,4% nas taxas de suicídio. Porém, partir de 2014 essa taxa aumentou para 3,2% ao ano. Objetivo: Apresentar o perfil das notificações de violências autoprovocadas no ano de 2021. Método: Trata-se de estudo epidemiológico, descritivo e de caráter quantitativo, utilizando os dados de notificações de violências autoprovocadas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Foram considerados casos de violência autoprovocada registros de indivíduos com 5 anos de idade ou mais, em que os campos 53 (“A lesão foi autoprovocada?”) e 61 (“Vínculo/grau de parentesco com a pessoa atendida – própria pessoa”) foram identificados como “Sim”. O acesso a esses dados não requer aprovação do comitê de ética, uma vez que, são de domínio público. Resultados/Discussão: No ano de 2021 foram notificados no Sinan 114.159 casos de violência autoprovocada, dos quais 70,3% ocorreram no sexo feminino. Houve maior concentração de notificações na faixa de 20 a 49 anos de idade (60,2%), e maiores percentuais de adolescentes no sexo feminino, em comparação ao masculino. Houve predomínio de negros (45,4%) e brancos (44,1%), escolaridade predominante entre os anos finais do ensino fundamental e ensino médio (48,2%) e solteiros (49,5%). Entre pessoas LGBT a taxa foi de 4,8% e entre pessoas com deficiência 29,6% (sendo 91,5% destes transtornos mentais). O meio de agressão com maior incidência foi por meio de intoxicação exógena (67,1%). Conclusão: Houve grande predomínio de violência autoprovocada entre mulheres o que indica um fator social atrelado ao gênero que precisa ser investigado. Além disso, o mecanismo de intoxicação exógena também foi predominante entre as notificações, medidas que envolvam maior controle ao acesso e compra de determinadas substância pode ter resultados benéficos.