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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS SOBRE A TERMINALIDADE DA VIDA EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICAS
Relatoria:
Michele Cabral Lima
Autores:
  • Maria Eliane Martins Oliveira da Rocha
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: As Unidades de Terapia Intensiva Pediátricas (UTIPs) são os locais mais frequentes de óbitos de pacientes pediátricos internados, nos quais os enfermeiros convivem constantemente com receios acerca da terminalidade da vida, visto que a formação profissional baseada na restauração da saúde, muitas vezes, torna árdua a aceitação do processo de morte. Objetivo: Compreender a percepção de enfermeiros sobre a terminalidade da vida em UTIPs com base na literatura. Método: Revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados indexadas na Biblioteca Virtual em Saúde, no mês junho de 2024, por meio dos descritores "Enfermagem", "Morte" e "Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica”. A questão norteadora instituída foi "Qual é a percepção de enfermeiros sobre a terminalidade da vida em UTIPs?”. Foram incluídos artigos com texto completo, em português, inglês e espanhol e publicados nos últimos cinco anos e excluídos os que não responderam à questão norteadora e revisões da literatura. Identificou-se 16 artigos e desses, ao aplicar os critérios de inclusão e exclusão, dez foram selecionados. Resultados/discussão: A literatura científica aborda as adversidades de enfermeiros em lidar com a morte de crianças nas UTIPs, principalmente, devido aos mecanismos emocionais associados à frustração e impotência. Além disso, se deparam, frequentemente, com a angústia familiar e priorização dos sentimentos familiares em detrimento da dignidade do paciente. Observou-se também que, momentos de tomada de decisão, comunicação não efetiva na equipe de saúde e desalinhamento de expectativas são causas de sofrimento relacionadas à terminalidade da vida de pacientes pediátricos. Para lidar com esse sentimento, os profissionais desenvolvem estratégias de resiliência e de amenização do pesar ao buscar a separação entre o trabalho e a vida pessoal, o apoio de colegas de trabalho e a espiritualidade, bem como o conforto à família destes pacientes. Considerações finais: Constatou-se que a compreensão do enfermeiro acerca da terminalidade da vida em UTIPs baseia-se no impacto emocional, na resiliência profissional, no suporte empático à família e na manutenção da qualidade da assistência ao paciente infantil até seu último momento de vida, os quais convertem-se em crescimento pessoal e profissional do enfermeiro. Ressalta-se a importância e necessidade de um preparo dos profissionais de saúde para lidar com luto nas UTIPs e acolher dignamente pais e familiares.