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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
AUTOCUIDADO EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: ESTUDO TRANSVERSAL
Relatoria:
Yzis Oliveira Pontes Pereira
Autores:
  • Filipe Matheus Correia Vieira
  • Hanelly Olivia de Sousa Soares
  • Weslley Italo Ferreira de Oliveira Silva
  • Mailson Marques de Sousa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O autocuidado é definido como o conjunto de ações realizadas pelo próprio indivíduo para manutenção da saúde e bem-estar. Está associado a fatores físicos, psicológicos e clínicos. Em pacientes com insuficiência cardíaca (IC), as evidências destacam que o autocuidado é insatisfatório o que impacta na qualidade de vida e desfechos clínicos desfavoráveis. Objetivos: Avaliar o autocuidado de pacientes com IC. Metodologia: Estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado em um hospital universitário na cidade de João Pessoa/PB. A amostra foi composta por 34 pacientes em follow-up. Os participantes foram selecionados a partir dos seguintes critérios de inclusão: pacientes com diagnóstico de IC, com idade >= 18 anos, independente da etiologia e da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE). Os dados foram coletados por meio de dois instrumentos: 1) Caracterização sociodemográfica e clínica; 2) European Heart Failure Self-care Behavior Scale (EHFScBS), versão traduzida e adaptada para o português, que avalia o comportamento de autocuidado. A EHFScBS possui 12 itens, com único domínio, com escores que podem variar de 12 a 60 pontos. Quanto maior a pontuação, pior o comportamento de autocuidado. Resultados: Participaram 34 pacientes com IC, dos quais 55,9% residiam no município de João Pessoa/PB, com média de idade de 58,4 (± 8,89) anos, sendo 67,6% do sexo masculino, com escolaridade média de 8,12 (± 4,37) anos, 64,7% se identificaram como pardos, 55,9% casados ou estavam em união estável, 55,9% eram aposentados e 72,7% possuíam renda familiar de um salário-mínimo. Quanto às variáveis clínicas, 63,3% apresentavam etiologia isquêmica, 38,7% estavam nas classes funcionais I e II da New York Heart Association, 70,8% com hipertensão arterial sistêmica associada à IC, 44,1% em uso de medicamentos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e com média de FEVE de 38,1% (± 11,8). Com relação ao comportamento de autocuidado, os pacientes apresentaram escore médio de 30,1 (± 8,49), com mínimo de 14 e máximo de 45 pontos. Considerações finais: A partir dos resultados obtidos, é possível inferir que os pacientes apresentam um comportamento de autocuidado moderado. Diante disso, faz-se necessário implementar estratégias que possam favorecer o autocuidado, evitando possíveis desfechos adversos ao bem-estar dessa população.