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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PREVENÇÃO E MANEJO DA SÍFILIS GESTACIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO DE LITERATURA
Relatoria:
Isabel Vitória do Nascimento Pereira Gomes
Autores:
  • Emanuelly Vieira Pereira
  • Deivid Araújo Paulino
  • Ellen Willia Xavier da Silva
  • Emilly Júlia Santos Brasileiro
  • Gisele Ferreira dos Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A sífilis constitui infecção causada pela bactéria Treponema pallidum e, apesar de ser evitável, representa problema de saúde pública por sua alta transmissibilidade. Quando não diagnosticada e tratada precocemente na gestação, tem como consequência a sífilis congênita, uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. A prevenção, diagnóstico e tratamento desta infecção são ações prioritárias no cuidado pré-natal ofertadas na Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivo: Identificar, conforme a literatura científica, como ocorre a prevenção e manejo da sífilis gestacional na Atenção Primária à Saúde. Metodologia: Trata-se de revisão de literatura realizada em junho de 2024 na qual foram analisados artigos disponíveis nas bases de dados: PubMed, LILACS e BVS. Para a busca, foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde: “prenatal care”, “syphilis” e “primary health care", combinados com o operador booleano AND. Foram identificados 305 estudos e, após aplicados os filtros de idioma (inglês, português) e recorte temporal (últimos 5 anos), obteve-se 88 estudos. Foram incluídos artigos completos e disponíveis online gratuitamente. Foram excluídas teses e artigos de revisão, textos que não respondessem ao objetivo do estudo, duplicados e retidos. Após análise e leitura foram selecionados oito artigos. Resultados: A atuação dos profissionais da APS é fundamental na prevenção e manejo da sífilis gestacional, tendo em vista que é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde. Dentre os profissionais pré-natalistas, o enfermeiro deve estar apto para reduzir a incidência, prevalência e a notificação de casos de sífilis gestacional, por meio da busca ativa, das ações de educação em saúde à gestante e seu parceiro sobre a prevenção e tratamento da infecção, possíveis danos e como evitar a reinfecção, realizar testes rápidos, identificar sinais e sintomas da infecção, informar a importância da adesão terapêutica e malefícios da interrupção do tratamento, além de estimular a assiduidade nas consultas de pré-natal. Conclusão: Faz-se necessário o incentivo em práticas educativas que visem orientar gestantes e suas parcerias sexuais sobre a condição clínica de modo a favorecer o rastreio, diagnóstico e tratamento da sífilis gestacional, impactando diretamente na qualidade da assistência pré-natal, redução de sífilis congênita e na morbimortalidade relacionada.