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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
CASOS NOTIFICADOS DE TOXOPLASMOSE GESTACIONAL E CONGÊNITA NO ESTADO DO MARANHÃO
Relatoria:
ADÁYSSA LIMA FRAGA
Autores:
  • Francisca Georgina Macedo de Sousa
  • Amanda Maria Mendes Braga
  • Julyanne de Andrade Matos
  • João Victor Praxedes de Almeida
  • Leonardo Silva Melo
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A toxoplasmose é uma antropozoonose cosmopolita de distribuição mundial, causada pelo Toxoplasma gondii com especial relevância para a saúde pública quando a mulher se infecta durante a gestação, tendo em vista o elevado risco de transmissão vertical (via transplacentária) com acometimento fetal. Diante dessa perspectiva, questiona-se: qual o número de casos de toxoplasmose gestacional e congênita foram notificados no Estado do Maranhão no período de 2020 a 2024? Objetivos: descrever os casos notificados de toxoplasmose gestacional e congênita no Estado do Maranhão no espaço temporal de 2020 a 2024. Metodologia: utilizou-se o banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINANNET/SES/TABWIN para identificar os casos notificados no período de 2020 a 2024 utilizando o CID 10 098.5 para toxoplasmose gestacional e P 37.1 para congênita. Resultados: no período de 2020 a 2024 foram notificados 1.145 casos de toxoplasmose gestacional e destes 61,3% foram confirmados com maior prevalência no ano de 2023 com 33,3% dos casos. Quando considerado a distribuição dos casos por municípios o maior número de casos foi notificado em São Luís com 27,1%. Chama atenção o número de municípios silenciosos totalizando 63 municípios que correspondeu a 29,0%. Quanto a toxoplasmose congênita, foram notificados 452 casos no estado do Maranhão e destes os anos de 2023 e 2021 concentrou o maior número de casos com 29,0% e 23,2% respectivamente. Do total de casos notificados, 117 (25,9%) foram confirmados com maior prevalência nos municípios de São Luís e Timon com 38,7% e 7,7%. Considerações Finais: enfatiza-se a necessidade do rastreamento sorológico de anticorpos anti T. gondii no pré-natal, a cada trimestre de gestação para identificar infecção aguda e instituir o tratamento precoce e oportuno evitando desse modo a infecção congênita. Outra intervenção necessária diz respeito à notificação do agravo e a instituição de medidas de prevenção e controle da toxoplasmose na gestação assim como o manejo dos recém-nascidos. Cabe ao Enfermeiro viabilizar estratégias para o rastreamento, capacidade técnica para o manejo terapêutico dos casos e as medidas para prevenção e redução deste agravo que pode ser devastador para a saúde da criança.