
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PRINCIPAIS CAUSAS DE INTERNAÇÕES E ÓBITOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DO AGRESTE ALAGOANO
Relatoria:
Enylle Joyce Tavares dos Santos
Autores:
- Júlia Espedita de Melo Nascimento
- Daniele Luiz Soares Pereira Santos
- Weverson Timóteo da Silva
- Jean Marinho Vital
- Andreivna Kharenine Serbim
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A análise do perfil dos pacientes nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e a compreensão do processo saúde-doença são cruciais, as condições de saúde, as informações sociodemográficas, epidemiológicas, causas de internação, e os principais desfechos dos pacientes, contribuem para o enfermeiro planejar intervenções e tomar decisões, criando estratégias para melhorias assistenciais. Objetivo: Identificar as principais causas de internações e óbitos em uma UTI no Agreste alagoano. Metodologia: Estudo transversal, documental, retrospectivo, de abordagem quantitativa. Foram analisados 306 prontuários, entre os anos de 2018-2023, de pacientes internados em uma UTI no município de Arapiraca/Alagoas. A coleta foi em 2023 e os dados investigados foram coletados por um formulário que investigou diagnósticos clínicos (doenças do sistema respiratório, gastrointestinal, nervoso ou Sepse, classificados pelo CID-11) e os desfechos do paciente. Usou-se o Microsoft Excel® 2019 para armazenamento e análise dos dados. Variáveis categóricas foram expressas em frequência e contínuas como média ± desvio padrão. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Alagoas (CAEE 69675223.1.0000.5013). Resultados/Discussão: Quanto aos principais diagnósticos clínicos, foram observados doença do sistema cardiovascular, acometendo 27% dos pacientes, sistema respiratório 24%, nervoso 22%, gastrointestinal 11%, sepse 8%, doença endócrina/metabólica,nutricional 11%, sistema geniturinário 2% causa externa (lesão/envenenamento/trauma) 2%, trastorno mental/comportamental 1% dos casos. Sobre as principais causas de óbitos, foram encontrados prevalência de sepse em 19%, insuficiência respiratória com 16%, acidente vascular encefálico 14%, insuficiência cardíaca 10%, parada cardiorrespiratória 9%, insuficiência respiratória aguda 7%, choque cardiogênico 6%, pneumonia 5%, insuficiência hepática 2%, infarto agudo do miocárdio 2%, disfunção múltipla de órgãos 2%, somando-se um total de 194 óbitos. Assim, a equipe de enfermagem deve estar atenta aos principais sinais dessas patologias e direcionar o processo de enfermagem na avaliação clínica, com anamnese e exame físico, monitoramento cardíaco e neurológico com escala de coma de Glasgow, entre outras, para mitigar os impactos. Considerações finais: Conhecer o perfil de saúde dos pacientes é vital para promover intervenções adequadas na UTI e estratégias de promoção da saúde na atenção primária.