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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A CORRELAÇÃO ENTRE A EPILEPSIA E O SUICÍDIO
Relatoria:
REBECA RAQUEL MOREIRA NUNES
Autores:
  • Thalitha Louise Siqueira Mesquita
  • Caroline Gomes Benedito
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A epilepsia é uma condição neurológica com crises recorrentes que vão além dos sintomas físicos, podendo causar impacto emocional levando a transtornos de humor. Após o alerta da Food and Drug Administration (FDA) em 2008, sobre a possibilidade de suicídio aumentar com uso de antiepilépticos, existe uma preocupação crescente sobre o risco aumentado de suicídio entre pessoas com epilepsia. Portanto, é importante compreender a correlação entre suicídio e epilepsia após o alerta da FDA. Objetivo: Analisar a correlação entre a epilepsia e o suicídio, identificando a influência de aspectos fisiopatológicos e farmacológicos. Método: Trata-se de uma revisão da literatura a partir da busca nas bases de dados da Scopus, MEDline, SciELO, utilizando os descritores em DeCS “epilepsy”, “suicide” e “drug therapy”, mediados pelo operador booleano and. A seleção respeitou como critérios de inclusão/exclusão estarem disponíveis de forma completa e gratuita, entre os anos 2013 a 2023, nos idiomas português e inglês, com qualquer desenho metodológico. Foram encontrados 236 estudos dos quais 5 cumpriram os critérios previamente estabelecidos, sendo incluídos na revisão. Resultados/discussão: Os resultado mostram que o risco de suicídio em pessoas com epilepsia pode estar associado a fatores relacionados à epilepsia, como carga elevada de drogas antiepilépticas, apesar de essenciais para controlar as crises, podem ter efeitos colaterais significativos na regulação do humor e do comportamento, o que pode influenciar indiretamente a predisposição de depressão. Esses efeitos podem ser atribuídos às alterações nos neurotransmissores, visto que ambas patologias possuem relação com uma diminuição da função de serotonina, noradrenalina e GABA que por sua vez está associada ao aumento da vulnerabilidade para o comportamento suicida, especialmente em indivíduos predispostos. Considerações finais: Concluimos que a correlação entre epilepsia e suicídio é complexa e multifacetada, envolvendo fatores fisiopatológicos e farmacológicos que podem aumentar o risco de comportamento suicida. Sendo crucial um manejo cuidadoso e personalizado para mitigar esses riscos e garantir a segurança emocional dos pacientes.