LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
SINTOMAS DE DEPRESSÃO DE MULHERES ACOMETIDAS POR ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
Relatoria:
Débora Ananias de Melo
Autores:
  • Lia Raquel de Carvalho Viana
  • Gerlania Rodrigues Salviano Ferreira
  • Cleane Rosa Ribeiro da Silva
  • Renata Ferreira de Araújo
  • Kátia Neyla de Freitas Macedo Costa
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O acidente vascular encefálico é uma disfunção neurológica de origem vascular caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo encefálico decorrente da obstrução arterial ou da ruptura de vasos sanguíneos da região. Como resultado, surgem lesões no tecido cerebral que, a depender de sua localização e extensão, podem gerar sequelas, como alterações cognitivas e motoras. Outrossim, os pacientes que sobrevivem ao acidente vascular encefálico podem apresentar sintomas de depressão, os quais estão associados a um pior prognóstico. Apesar do risco global ser maior na população masculina, as mulheres também apresentam alta prevalência de acidente vascular encefálico, que se torna ainda mais significativa quando associada ao fato de que elas apresentam mais sintomas depressivos quando comparadas aos homens. Objetivo: Investigar a presença de sintomas de depressão em mulheres acometidas por acidente vascular encefálico. Método: Trata-se de um estudo transversal, exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa, realizado com 64 mulheres com sequelas de acidente vascular encefálico cadastradas nas Unidades de Saúde da Família do município de João Pessoa-PB, no período de agosto de 2022 a maio de 2023. Os dados foram coletados mediante a utilização de um instrumento semiestruturado para obtenção dos dados sociodemográficos e clínicos, além do uso do Patient Health Questionnaire-9 para o rastreio dos sintomas de depressão. Para a análise dos dados, utilizou-se estatística descritiva. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba, sob parecer de número 5.113.241. Resultados: Na distribuição dos dados sociodemográficos, observou-se maior frequência de mulheres na faixa etária de 60 anos ou mais (79,7%), casadas (54,37%), alfabetizadas (76,6%), com renda individual de um a três salários mínimos (71,9%) e fonte de renda decorrente de aposentadoria (50,0%). Sobre as características do acidente vascular encefálico, a maioria referiu ter sofrido o último acidente vascular encefálico há mais de um ano (68,8%), do tipo isquêmico (62,5%) e com predomínio de sequelas motoras (62,5%). Em relação a presença de sintomas de depressão, 23,4% referiram sintomatologia depressiva. Considerações finais: Foram identificados sintomas de depressão entre as mulheres acometidas por acidente vascular encefálico, o que requer maior atenção por parte das equipes das Unidades de Saúde da Família no cuidado integral.