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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ENFERMAGEM E POLÍTICA: VALORIZAÇÃO DA CATEGORIA NOS ESPAÇOS DE DECISÃO
Relatoria:
Emanoel da Silva Campos
Autores:
  • Milla Renata Gonçalves Corrêa
  • Brenda Ribeiro Paris
  • Natália Evelyn da silva Brito
  • Rodrigo Coimbra de Melo
  • Yasmin Lima Monteiro
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Ao longo da trajetória da humanidade, o saber político tem sido constantemente aprimorado, por ser uma área que impacta diretamente a vida dos cidadãos. Para Aristóteles, uma comunidade política, é aquela que é soberana entre todos e inclui todos os outros. Mesmo com os avanços tecnológicos e científicos testemunhados na área nos últimos anos, ainda é comum encontrar entre os enfermeiros uma tendência a se manterem afastados e também se colocar fora dos processos políticos. Objetivo: Analisar e Fomentar a importância da formação política dos profissionais de enfermagens. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura (RIL), utilizando bases de banco de dados BDENF, SCIELO e PUBMED. Incluiu-se produções científicas publicadas no período de 2019 a 2024, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordaram a participação politicamente dos profissionais de enfermagem nos diversos espaços decisório e da sociedade. Foram excluídos estudos duplicados e cuja abordagem não trazia contribuições à presente pesquisa. Resultados/Discussões: A estruturação do trabalho da enfermagem e a atuação política nos últimos anos já trouxeram avanços significativos para nossas categorias, como por exemplo, a aprovação da lei 14.434/22, que fixa o salário-mínimo nacional para a enfermagem. No entanto, estes foram apenas os primeiros passos. A redução do tempo de trabalho para 30 horas semanais, uma pensão especial, mecanismos de controle da qualidade do aprendizado e muitas outras que a enfermagem deve buscar e assegurar, daí a necessidade de estarmos em posições decisivas, precisando romper com a dicotomia entre a técnica e a política. Em nossos cursos de graduação percebe-se o pouco estímulo à participação política dos estudantes, sendo esta até mesmo depreciada quando comparada aos estímulos aos atributos técnicos e conhecimentos científicos que devem ser adquiridos e desenvolvidos. A partir dessa construção é que se percebe o reflexo dessa não participação política também durante a sua trajetória profissional. Conclusão: Observa-se que a política está intimamente relacionada com a exposição dos enfermeiros à liderança. Nossos conselhos, associações e sindicatos, devem estimular cada vez mais debates sobre esse tema em todos os contextos da educação profissional, havendo a necessidade de favorecer espaços fomentadores do debate político desde o âmbito universitário, buscando sempre o fortalecimento de nossa categoria.