
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DESAFIOS E IMPLICAÇÕES DO MOVIMENTO CONTRA-REFORMA NA SAÚDE MENTAL BRASILEIRA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Relatoria:
Sidney Charles Medeiros de Lima
Autores:
- Elisabeth Lima Dias da Cruz
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A reforma psiquiátrica brasileira foi um processo longo, marcado por debates e controvérsias, com o objetivo de garantir dignidade e qualidade de vida aos pacientes. Essa luta visa assegurar direitos iguais para todos, também promover a autonomia do paciente e sua reintegração na comunidade. No entanto, nos últimos anos surgiu do movimento contrário a essa tendência progressista, que defende a permanência dos pacientes em hospitais psiquiátricos, sob o argumento do risco de desassistência. Essa perspectiva retrograda representa um desafio significativo para os avanços conquistados até então, ignorando os princípios fundamentais da reforma psiquiátrica e a própria concepção de saúde mental na sociedade contemporânea. Objetivo: O presente estudo visa discutir a respeito da existência de um movimento contrário a luta antimanicomial, destacando os riscos associados à volta do modelo biomédico, hospitalocêntrico e suas implicações sociais. Método: Para a pesquisa fora realizada uma revisão de literatura dados na BVS, Lilacs e Scielo, com operadores booleanos ‘AND’ e as palavras chaves: Saúde Mental, Direitos Humanos e Hospitais Psiquiátricos. Os critérios de inclusão foram os estudos publicados entre 2019 e 2024, sendo excluídos os artigos de outras temáticas e repetidos. Resultados: A saúde mental no Brasil tem sido um campo de batalha ao longo de décadas durante a reforma do modelo assistencial. Enquanto grupos pró-reforma e contrarreforma disputam sobre a autonomia e a reinserção social dos pacientes, os defensores da reforma buscam desmistificar e reintegrar os indivíduos à sociedade. Os opositores da reforma enfatizam a necessidade de uma assistência integral e a continuidade dos hospitais psiquiátricos. Dentro desse embate, empresas privatistas prometem tratamentos humanizados, mas o resultado continua o modelo de isolamento social e exclusão dos usuários da sociedade. Este impasse reflete um desafio contínuo na busca por um sistema de saúde mental mais inclusivo e eficaz. Conclusão: A resistência dos contra-reformistas indica a necessidade de uma posição firme da sociedade em prol dos direitos humanos dos pacientes. Após décadas de luta, movimentos contrários à rede de atenção à saúde mental surgem, destacando a importância de continuar defendendo a liberdade e dignidade dos pacientes.