
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
LARVOTERAPIA NO TRATAMENTO DE FERIDAS COMPLEXAS: UMA ANÁLISE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
Relatoria:
Leandro Maia Leão
Autores:
- Uirassú Tupinambá Silva de Lima
- Elizabeth de Oliveira Belo
- José Joaquim Graciliano Neto
- Lavínia de Lima Ataíde Silva
- Roberto Lira Belo Neto
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A larvoterapia é uma técnica milenar que consiste na utilização de larvas aplicadas em feridas para sua limpeza, nos dias de outrora essa técnica era empregada baseada principalmente no senso comum, ocasionando complicações diversas, nos dias hodiernos essa terapia voltou a ser utilizada, dessa vez obtendo maior êxito e mediada por conhecimento científico e tecnológico. Objetivo: Descrever o processo e os avanços da larvoterapia utilizada em feridas complexas na prática clínica atual. Método: Trata-se de uma revisão de literatura integrativa, descritiva e qualitativa na perspectiva da análise de conteúdo de Laurence Bardin. Foram utilizados 13 artigos publicados nos periódicos: National Institute of Health (NIH), Repositório Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brazilian Journal of Health Review (BJHR) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVSALUD); Do site sbacv.org.br da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular e BBC News Brasil. Resultados/Discussão: No Brasil existem 2 raças de moscas que suas larvas são utilizadas nessa terapia: Chrysomya Megacephala e Cochliomyia Macellaria; Elas são utilizadas por serem necrófagas, alimentando-se de tecido morto sem danificar o tecido vivo, em alguns estudos essas larvas foram apelidadas de ‘’Micro Cirurgiãs’’ por conta da capacidade de desbridamento do tecido necrótico, além de existirem duas propriedades de interesse em suas secreções: Propriedade bactericida/bacteriostática por conta de peptídeos antimicrobianos (Sendo eficaz na remoção e/ou prevenção de biofilme) e propriedade cicatrizante por conta de proteases presentes em suas secreções; São utilizadas larvas estéreis, produzidas em laboratório em quantidade de 5 a 10 larvas por cm² de lesão, elas possuem 3mm de cumprimento e cada aplicação dura entre 48 a 72 horas dependendo do aspecto da ferida, existem desafios que essa terapia precisa transpassar para ser melhor aderida aos sistemas de saúde: Aceitação da população e profissionais de saúde, capacidade laboratorial para melhor produção e viabilização da terapia através de respaldo de órgãos responsáveis. Considerações Finais: Todas as evidências da presente revisão apontam como favorável essa modalidade de tratamento, mas advertem para o controle sistemático dos riscos e desvantagens, assim como também sugere que mais estudos, principalmente de dados primários sejam implementados no âmbito universitário.