
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
RELAÇÃO ENTRE ANSIEDADE CARDÍACA E VARIÁVEIS SOCIOECONÔMICAS E CLÍNICAS DE PACIENTES ATENDIDOS EM AMBULATÓRIO
Relatoria:
Ana Beatriz Nascimento da Silva
Autores:
- Maira Raissa de Queiros Gomes
- Jênifa Cavalcante dos Santos Santiago
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A ansiedade cardíaca é uma síndrome marcada pelo medo excessivo de eventos cardiovasculares, manifestando-se clinicamente sem alterações somáticas. Frequentemente associada à precordialgia e a comportamentos evitativos, essa condição pode agravar comorbidades e impactar negativamente a qualidade de vida. OBJETIVOS: Analisar a associação entre a ansiedade cardíaca e variáveis socioeconômicas e clínicas de pacientes atendidos em um ambulatório de cardiologia. METODOLOGIA: Estudo transversal, analítico com 123 pacientes acompanhados em ambulatório especializado de um hospital universitário no Nordeste brasileiro. Realizaram-se entrevistas para caracterização sociodemográfica e clínica, e aplicou-se o Questionário de Ansiedade Cardíaca (QAC). Os prontuários eletrônicos dos pacientes foram consultados para verificar informações e adicionar dados complementares. Medidas antropométricas e pressão arterial foram aferidas. O trabalho foi aprovado pelo CEP, com CAAE nº 6.216.752. RESULTADOS: Predominaram mulheres (66,7%), com 60 anos ou mais (65%), pardas (56,1%) e com ensino fundamental (57,7%). 48% eram aposentados e 42,3% estavam inativos. A maioria dos entrevistados tinha renda mensal entre 1 a 3 salários mínimos (55,4%), enquanto 41,3% tinham renda inferior a 1 salário. Em relação aos hábitos de vida, 44,7% tinham histórico de tabagismo e 27,6% de etilismo. 78% tinham hipertensão e 73,2% dislipidemia, 44,7% faziam tratamento para diabetes e 46,3% tinham histórico de insônia. Entre as doenças cardiovasculares, predominaram valvopatias (39,8%) e coronariopatias (36,6%). O gênero apresentou associação significativa com ansiedade cardíaca (p=0,03, Phi=0,195), assim como situação profissional (p=0,002, V de Cramer=0,323) e diagnóstico de valvopatia (p=0,02, Phi=0,209). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que predominaram no estudo mulheres, idosas, pardas e aposentadas, com histórico de tabagismo, comorbidades e valvopatias. O gênero, a situação profissional e a presença de valvopatias exibiram associação significativa com ansiedade cardíaca.