
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA FEBRE MACULOSA NO BRASIL DE 2013-2023
Relatoria:
ANA BEATRIZ BATISTA E SILVA
Autores:
- Larissa Ludmila Monteiro de Souza Brito
- Antonio José Lima de Araujo Junior
- Diane Sousa Sales
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A febre maculosa (FM) é transmitida por carrapatos infectados, sendo causada por bactérias do gênero Rickettsia. Considerada uma doença infecciosa, ela pode apresentar-se como caso leve e atípico ou de forma severa com alta taxa de letalidade. A FM é uma doença de notificação compulsória e faz parte do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan). Objetivo: Apresentar os casos registrados de febre maculosa no Brasil durante os anos de 2013 a 2023.Método: Trata-se de estudo epidemiológico, descritivo e de caráter quantitativo, os dados são provenientes do Sinan, abrangendo todos os casos registrados entre 2013 e 2023, e do Sistema de Informação e-SUS VS do Estado do Espírito Santo a partir de 2020. O acess o a esses dados não requer aprovação do comitê de ética, uma vez que, são de domínio público. Resultados/Discussão: Houve 2359 casos confirmados para FM com média anual de 214 casos, variando de 137 a 358 em 2023. No período analisado ocorreram 761 óbitos por FM, resultando em uma média de 69 óbitos/ano (com variações de 46 em 2013 a 69 em 2023). A taxa média de letalidade foi de 33,4%. Houve uma redução significativa na letalidade ao longo do período avaliado, com uma diminuição de 43%, culminando na menor taxa registrada (19,3%) em 2023. Os casos e os óbitos na Região Sudeste representam cerca de 62,4% do país. A Região Sudeste também apresenta a maior taxa média de letalidade (46,7%), superior à taxa de letalidade nacional (33,4%). A letalidade na Região Sudeste variou no período de análise de 50% em 2013 para 22,7% em 2023. O ano com a letalidade mais elevada foi 2014, quando atingiu 64,8%. Quanto a sazonalidade, houve maior incidência entre maio e novembro na região Sudeste, enquanto no Sul o período de maior incidência foi de setembro a janeiro. Quanto ao gênero, 70% dos casos ocorreram no sexo masculino, na faixa etária entre 20 e 59 anos (64,9%). A mediana da faixa etária é de 28 anos. 56,8% dos casos ocorreram em indivíduos que se autodeclararam brancos. Quanto à escolaridade, se destacaram os indivíduos com ensino médio completo.Considerações Finais: A incidência no gênero masculino destaca as situações ocupacionais e recreativas em áreas de maior risco de exposição ao carrapato. O destaque da prevalência na região sudeste indica grande quantidade do vetor e que ações de combate ao mesmo nessa região podem resultar na redução dos casos.